TODO APOIO AOS CAMINHONEIROS EM LUTA: PELA UNIFICAÇÃO DAS LUTAS E RUMO À GREVE GERAL!

29/05/2018

caminhão

Vivemos um momento crítico no país, com uma greve dos caminhoneiros que já dura 9 dias gerando crises de abastecimento nas cidades e pondo o já impopular governo Temer contra a parede. Devemos entender suas grandes contradições e disputar o rumo desse movimento para a esquerda.

MAS É UMA GREVE OU UM LOCAUTE?

Uma das polêmicas com relação ao movimento está centrada na maneira de caracterizá-lo. Greve ou locaute? O governo, na tentativa de deslegitimar todo o processo, caracteriza-o como locaute, ou seja, um movimento que partiria da recusa dos patrões a continuar o ritmo de trabalho, obrigando os trabalhadores a pararem suas funções para que desse modo os grandes empresários conseguissem pressionar o governo para estabelecer medidas beneficiando o empresariado. Parte da esquerda adere a essa tese, com algumas variações. Essa explicação é insuficiente e equivocada, uma vez que perde de vista a real complexidade do que está acontecendo.

As grandes transportadoras e o empresariado do ramo de fato possuem interesses com as paralisações. Para além da pressão pela diminuição do preço dos combustíveis, buscam também a redução dos direitos trabalhistas e a isenção fiscal, representada pela reivindicação para que o governo desonere o patronato do pagamento do PIS e Cofins (importantes impostos destinados à seguridade social, à saúde, previdência, entre outras áreas). Alguns setores de caminhoneiros acabam também absorvendo essas pautas por meio da cooptação da ideologia burguesa que, embora seja responsável pela deterioração da vida dos trabalhadores e da crise em que vivemos, busca se apresentar como saída para ela, assim como alguns autônomos tem interesse em desregulamentar seu trabalho, podendo aumentar seus ganhos. A direita, oportunista, tenta tomar a frente do movimento a partir das ideias econômicas liberais – representadas pela pauta de reforma da carga tributária, que na prática demanda que se diminuam os impostos pagos por empresários e banqueiros, e não se altere a parcela alta paga pelos trabalhadores – e da agenda política autoritária (expressa nos pedidos de intervenção militar), que, na verdade, caminham juntas. Isso não significa, contudo, que as pautas da classe trabalhadora não estejam também inseridas entre os caminhoneiros.

O QUE OS ESTUDANTES TÊM A VER COM ISSO?

O impacto das paralisações atinge inúmeros setores da sociedade, inclusive as universidades. Muitas delas já suspenderam suas aulas. Para nós, importa compreender como estamos diretamente relacionados às lutas dos trabalhadores. A luta por melhores condições de vida entre a classe trabalhadora é, também, uma luta pela vida dos estudantes, pela permanência estudantil e pela manutenção da universidade pública. Nossos restaurantes universitários, nossa limpeza, nossa segurança, enfim, tudo está conectado nesse todo. Precisamos nos colocar em movimento, discutindo todas essas questões coletivamente, atuando sobre a realidade, transformando-a.

Nesse momento de crise, não é em apenas uma área ou setor que os ataques se direcionam. Exemplos não nos faltam: reforma da previdência, reforma trabalhista, privatização de empresas públicas, congelamento dos gastos com serviços sociais, proposta de acabar com o SUS. E em nosso campo mais imediato a precarização da educação pública, sentida através do corte nas políticas de permanência e assistência estudantil, corte nas bolsas de pesquisa e extensão, falta de professores e sobrecarga dos que ali estão, precarização das condições de trabalho das terceirizadas. Essa greve que hoje vemos, carrega em si a expressão desse momento, a burguesia avançando em suas políticas para aumentar os lucros – seja o governo, seja os donos das transportadoras que hoje paralisam – e a classe trabalhadora sentindo essas contradições construindo formas de resistência.

ESSA GREVE INTERESSA AOS DEMAIS TRABALHADORES?

Um dos motes principais da greve, o aumento do preço do óleo diesel, expressa um debate de fundo sobre a política econômica tocada pelo atual governo e as propostas recorrentes de privatização da Petrobras. Nesse momento de crise do capital, a burguesia estrangeira e também a brasileira e seus aparelhos de governo precisam fomentar mecanismos para aumentarem os lucros. No ano passado, a política de preços adotada pela empresa, sob direção do burguês Pedro Parente, determina o preço do petróleo em relação à oscilação internacional do dólar. Garantido aplausos do mercado internacional, pois viam uma enorme vantagem na venda dos combustíveis refinados ao Brasil. Esse processo se soma à tão alardeada proposta de privatização de diversas empresas estatais, na qual a Petrobras é uma delas. No governo FHC houve a abertura de capital da empresa na Bolsa de Valores, garantindo uma maior porcentagem ao Estado, porém parte dela poderia ser vendida. Política que se manteve nos governos Lula e Dilma/PT, e se acentua no governo Temer/MDB, em que se objetiva acentuar o processo de privatização da petroleira. O que nós vemos, portanto, é uma política oposta aos interesses dos trabalhadores, cabendo à nossa classe a resistência contra mais esse ataque.

Esses trabalhadores caminhoneiros, que se dividem em dois grandes grupos de acordo com o caráter do seu trabalho (autônomos e assalariados), de modo geral, fazem parte de um processo que abarca a nossa classe como um todo, que é a luta por melhores condições de vida. A diminuição dos preços dos combustíveis está diretamente ligada a isso, uma vez que uma série de outras mercadorias e serviços dependem do diesel, da gasolina, do gás, etc. É preciso entender, portanto, que há duas dimensões que se relacionam e conflitam entre si na greve dos caminhoneiros: a pressão da burguesia, representada pelas grandes transportadoras e empresariado, e os trabalhadores em luta com as pautas da classe. Seria um equívoco, portanto, ignorar essa disputa e colocar-se fora dela.

INTERVENÇÃO MILITAR NÃO É A SOLUÇÃO!

Observamos no movimento chamados por uma intervenção militar. Sabemos que isso não representa ao movimento todo e não retira a justeza da pauta. No entanto, intervenção militar não pode ser vista como alternativa aos problemas da crise. Ela representa uma alternativa falha que não é capaz de responder às reivindicações dos trabalhadores e representa somente mais atraso, desemprego, piora nas condições de vida e violência contra aqueles que lutam. Foi durante a ditadura que, além de todos os crimes de tortura, alienação cultural do povo, a corrupção correu solta e sem que se pudesse denunciá-la ou combatê-la. Por isso, não devemos ter ilusões nas eleições ou no exército. A única saída é a organização dos trabalhadores.

QUEM MANDA AQUI, O  ESTADO OU OS TRABALHADORES?

O desabastecimento escancara algo fundamental: o papel do Estado. Este é um instrumento de dominação e agente burguês na condução das políticas econômicas; fortalecendo e ampliando a repressão aos trabalhadores; e garantindo a manutenção da desigualdade e da exploração. Além disso, o movimento demonstra na prática que a classe trabalhadora é a verdadeira responsável por manter toda a sociedade funcionando. E, por consequência, é a única capaz de alterar as estruturas sociais, construindo, organizadamente, uma sociedade livre da exploração.

RUMO À GREVE GERAL!

Na noite do dia 27/05, o movimento dos caminhoneiros obteve respostas de algumas pautas, com direito a pronunciamento nacional de Temer. Essas “conquistas” giram em torno das demandas do setor autônomo, são elas: desconto no preço do diesel de 0,46 centavos; isenção de cobrança nos pedágios dos eixos suspenso; determinação para que 30% dos fretes realizados pela Conab (companhia nacional de abastecimento) sejam realizados por autônomos; estabelecimento de um preço mínimo dos fretes. De forma geral, podemos perceber que essas pautas refletem algumas demandas dos caminhoneiros, mas acabam por refletir de fato na precarização das condições de vida da classe como um todo. Por exemplo, o desconto oferecido no preço do diesel vem a partir da retirada do tributo PIS-COFINS, o qual é revertido na manutenção de serviços sociais. Ou seja, a burguesia e seus lacaios propõe novamente que a conta dessa crise e dessas mudanças sejam colocadas na conta dos trabalhadores.

Em decorrência dessas respostas, o objetivo do governo era um esgotamento do movimento grevista e voltar à normalidade. Porém, não é bem isso que a realidade nos mostra. No dia de ontem (28/05) o número de estradas ocupadas se mantinha alto; diversas organizações dos caminhoneiros, principalmente dos trabalhadores autônomos afirmava que o movimento se manteria, pois queriam obter outras pautas ainda, como a redução do preço da gasolina e gás de cozinha. E o apoio ao movimento se mantém crescente. Com isso podemos perceber que esse movimento, que se inicia como uma luta dos caminhoneiros, se soma com um grau geral de insatisfação com a piora das condições de vida da classe trabalhadora, tomando uma proporção maior do que se propunha inicialmente.

Neste cenário, é necessários nos somarmos em defesa da classe trabalhadora contra os ataques e piora das condições de vida, construindo um horizonte classista para essa luta. Outras lutas já despontam em nosso país, como os professores particulares em SP, metalúrgicos no ABC, a greve dos petroleiros, e de outras categorias que tem se elevado em solidariedade aos caminhoneiros e em resistência pelas pautas da classe trabalhadora. Cabe a nós nos somarmos nessa resistência, fortalecendo a luta da classe pelo fortalecimento das lutas dentro das universidades, de forma a avançarmos na construção de uma GREVE GERAL!

SOLIDARIEDADE AOS TRABALHADORES CAMINHONEIROS EM LUTA!

POR UMA PETROBRÁS 100% PÚBLICA A SERVIÇO E SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES!

PELA MELHORA DAS CONDIÇÕES DE VIDA DA CLASSE TRABALHADORA!

CONTRA OS ATAQUES DE TEMER, GREVE GERAL JÁ!

 

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Resistência contra os ataques à educação pública! Todo apoio à chapa 1 ANDES AUTÔNOMO E DE LUTA!

09/05/2018

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Ocorre, hoje e amanhã, uma eleição para o Sindicato Nacional de professores do Ensino Superior. Muito antes de ser algo estranho a nós, estudantes, nós do Outros Outubros Virão pensamos que devemos ter atenção a esse processo! Afinal de contas, existe atividade estudantil sem atividade docente? É possível dissociar as condições de ensino (ou seja, de trabalho) das condições de estudo? Pensamos que não. Assim, não é irrelevante quais chapas se colocam nesse processo eleitoral para nós.

Reforma da previdência, reforma trabalhista, terceirização, congelamento dos gastos públicos, corte das verbas da educação, de pesquisa e extensão, falta de professores, corte e atraso nas bolsas estudantis. Todas essas são notícias que ouvimos e problemas que sentimos na pele todos os dias, se expressando ora num plano mais específico entre os trabalhadores e estudantes do ensino superior, ora num plano geral de todos os trabalhadores brasileiros.

Avançar contra esses ataques, garantir os direitos da classe trabalhadora à uma Educação Pública de qualidade passa pela resistência conjunta de todas as categorias da comunidade universitária. Vemos que a Chapa 1 ANDES AUTÔNOMO E DE LUTA demonstra essa organização militante e autônoma, necessária em uma conjuntura marcada por grandes ataques à classe trabalhadora; a continuidade da mobilização da categoria faz parte da necessidade para ampliarmos conquistas em todos os setores da Universidade Pública.

A Chapa 1 na disputa eleitoral do ANDES-SN (biênio 2018/2020) é um grupo que nos últimos períodos têm construído as lutas em defesa da universidade pública. Expressão direta da organização dos professores em luta pela manutenção de uma universidade autônoma, os membros e grupos que compõem essa chapa estão firmes na posição de barrar os ataques sobre as condições de trabalho da categoria e sobre a própria sobrevivência da educação pública.

Neste sentido, apoiamos a chapa 1 ANDES AUTÔNOMO E DE LUTA por um sindicato de lutas e independente dos governos, partidos e administrações. Por um fortalecimento da cooperação entre as quatro categorias que compõem a Universidade para uma Luta coesa e Firme na direção da defesa das universidades públicas, dos institutos federais e cefets.

UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA 100% GRATUITA SE FAZ COM LUTA E RESISTÊNCIA!

POR NENHUM DIREITO A MENOS!


| Dia do Trabalhador é dia de LUTA! |

01/05/2018

No final do século XIX, a 2ª Internacional Socialista decide transformar a data 1 de maio em um dia de luta pela redução da jornada. Essa escolha buscou homenagear os operários de Chicago, que foram duramente reprimidos durante uma greve que reivindicava a jornada de 8 horas. É a resistência dos trabalhadores ao longo dos séculos que deve inspirar a nossa luta diária em defesa de nossos direitos e na transformação dessa sociedade! Firmes!

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AGORA É GREVE!!! POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE É TODO APOIO ÀS EDUCADORAS INFANTIS DE ARAUCÁRIA!!!

16/04/2018

No município de Araucária acontece um grave processo de precarização e tentativa de privatização da educação e da saúde pública. Serviços esses que atendem às necessidades mais básicas da classe trabalhadora.

O ano escolar começou a luta das trabalhadoras pela paralisação com a pauta de reconhecimento da função docente que elas exercem cotidianamente sem no entanto acessarem seus direitos e as condições de trabalho mínima para um exercício de qualidade da função. A precarização das unidades escolares e a falta de contratação de profissionais no cargo de magistério leva a necessidade de que elas assumam as funções pedagógicas com grande intensificação da jornada de trabalho; para além de ignorar que a sua grande maioria possui os títulos de formação necessários para o reconhecimento da função.

A gestão da prefeitura assume posição intransigente e se nega a negociar com propostas concretas. Diante disso, não há dúvida: é greve!!!

A pauta definida em assembleia é o direito à hora atividade para preparação pedagógica do serviço e o respeito ao calendário letivo; elementos base de formulação de um trabalho fundamentado pedagogicamente para o desenvolvimento das crianças da classe trabalhadora.

O Coletivo Outros Outubros Virão apoia a luta das educadoras infantis de Araucária!

FIRMES!!

POR GARANTIA DAS CONDIÇÕES DE TRABALHOS ADEQUADAS!!

POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE E ACESSÍVEL À TODOS OS FILHOS DA CLASSE TRABALHADORA!!

CONTRA TODOS OS ATAQUES DO CAPITAL!

GREVE GERAL!!!

http://www.sifar.org.br/2018/02/09/desafios-da-educacao-infantil-publica-da-araucaria/

http://www.sifar.org.br/2018/03/07/encaminhamentos-da-assembleia-das-educadoras-infantis/

http://www.sifar.org.br/2018/04/04/educadoresas-infantis-aprovam-greve-a-partir-do-dia-1704/


CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO! TODO APOIO À LUTA DOS TRABALHADORES TERCEIRZADOS E À OCUPAÇÃO NA UFPR! PELA READMISSÃO DOS TRABALHADORES DEMITIDOS!

12/04/2018

No fim de 2017 os trabalhadores terceirizados da UFPR, apoiados pela FALLT (Frente de Apoio à Luta dos trabalhadores terceirizados) entraram em greve por conta da redução sem aviso prévio no Vale Alimentação de R$ 330,00 para R$ 180,00. Esse ataque foi apenas um dentre dos inúmeros abusos de direitos como atraso em vale-transporte, descontos salariais, precárias condições de e acidentes de trabalho, que pioram as já constantes condições de exploração. A greve foi vitoriosa e conseguiu a manutenção do vale e não demissão dos trabalhadores grevistas!

No entanto, a reitoria e a nova empresa (Blumenauense) não cumpriram o acordo da greve anterior e demitiram parte dos trabalhadores mais mobilizados, gerando sobrecarga de trabalho. Por conta disso, a FALTT construiu a campanha “Tem sangue no feijão que te alimenta” pela contratação de mais funcionários. No entanto o próximo golpe da reitoria e empresa foi de demitir mais trabalhadores envolvidos no movimento de resistência!
Por isso, na terça-feira, 11 de abril, os estudantes da UFPR ocuparam o prédio do DSG, órgão responsável pelo pagamento dos contratos da universidade. Em ato, os estudantes que vem denunciando as condições absurdas de trabalho que os terceirizados do RU estão vivendo, ocuparam de maneira pacífica o espaço. Todos as pessoas que se encontravam dentro do prédio foram liberadas para sair, e mesmo assim, a polícia militar impediu as ruas ao redor da Reitoria da UFPR por uma falsa denúncia de sequestro, inclusive impedindo que estudantes que estavam chegando se incorporassem ao ato. Os estudantes reivindicam a recontratação de 16 funcionários que foram demitidos pela empresa, que, claramente, persegue os trabalhadores que vem se mobilizando. Essa perseguição política acontece há algum tempo, e os funcionários dos RU’s são desencorajados a participar de assembleias da categoria, sob ameaças de demissão.  (para mais informações ver nota da FALTT)i

A LUTA POR CONDIÇÕES DE TRABALHO É LUTA POR PERMANÊNCIA ESTUDANTIL

Lembramos que a luta por condições de trabalho é também a luta por permanência estudantil e pelas condições de ensino. Quanto melhor as condições de trabalho dos professores, técnicos e trabalhadores terceirizados, melhores vão ser os serviços aos estudantes, que precisam de direitos como bolsas, intercampi e RU para se manter na universidade! Os estudantes devem olhar para a luta dos trabalhadores terceirizados como a organização da resistência contra a retirada de direitos tantos dos trabalhadores quanto dos estudantes. Devemos seguir o exemplo de luta, não caindo nas mentiras da Reitoria que não reconhece a sobrecarga de trabalho, as más condições e as perseguições. E nem seguindo a atual gestão do DCE “O Rolê é Nosso” (composta pelo PT), que atravanca a mobilização dos estudantes e trabalhadores com seu projeto político de conciliação e que não se pronuncia apoiando luta dos trabalhadores terceirizados, mostrando de que lado está.

POR TODO O PAÍS!

Nestas últimas semanas tivemos dois outros casos esdrúxulos contra trabalhadores terceirizados, 270 trabalhadores terceirizados da limpeza foram demitidos na UNB e logo houve uma grande ocupação da universidade com trabalhadores e estudantes contra as demissões. Já na USP terceirizados passaram a ser impedidos de se utilizar da estrutura do Bandejão passando fome, também lá estudantes e trabalhadores forjam a resistência.

Nos últimos anos, o país tem passado por uma crise que acirrou as contradições econômicas no Brasil. A reforma da previdência, a PEC 55, a reforma trabalhista, entre outras manobras, vem no sentido de aprofundar a exploração na conjuntura de crise e aumentar do lucro das empresas. A riqueza de alguns, significa a pobreza de outros. Além de tudo isso tivemos também aprovada a terceirização irrestrita de atividades, incluindo no setor público, o que indica que a terceirização e suas péssimas condições de trabalho serão cada vez mais presentes em nosso futuro. Resistir a esse futuro por todo o país é necessário!

TERCEIRIZAÇÃO, UMA MÁQUINA DE MOER!

As consequências práticas da terceirização para os trabalhadores são:

1- A redução salarial é de em média 27% menor do que os contratados diretamente, isso acontece porque as empresas terceirizadas competem entre si e oferecem seus serviços a baixíssimos preços às custas dos trabalhadores.

2- O aumento do tempo de trabalho, em média 3 horas a mais por semana. Com essas maiores jornadas de trabalho, cai o número de vagas e aumentar o desemprego. Se em 2014 os 12,7 milhões de trabalhadores terceirizados trabalhassem 40, ao invés de 43 horas, teriam sido abertas 283 mil vagas de trabalho. No caso do serviço público, ao invés da contratação de servidores efetivos via concurso, empregam milhares de pessoas em todo o país na condição de prestadoras de serviços, precarizando ainda mais o atendimento à população e rebaixando o valor da força de trabalho de diversas categorias profissionais.

3- O aumento de acidentes de trabalho e casos de adoecimento/morte. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil é o quarto país do mundo em número de acidentes (1,3 milhões) e mortes (2,5 mil) por ano. Submetidos ao assédio moral pelo cumprimento de metas dentro de precárias condições de trabalho, os terceirizados lideram as estatísticas de acidentes e mortes: 70% dos acidentes acontecem com terceirizados e, entre os acidentes que levam à morte, 80% das vítimas são trabalhadores subcontratados.

4-Terceirizados também são impedidos de se organizar e lutar. Enquanto contratados diretamente tem permanência de aproximadamente seis anos, terceirizados tem de dois anos e meio. Com alta rotatividade nos postos de trabalho, a capacidade de organização dos trabalhadores é mutilada e seu poder de negociação também. Além disso, como o trabalhador terceirizado não vende mais sua força de trabalho diretamente para o demandante e principal controlador da atividade que realiza, sua relação de subordinação e conflito é passado para um outro capitalista resolver, o que implica nesse jogo de “passar a batata quente”. A UFPR diz ser responsabilidade da Blumenauense e está joga a obrigação de volta à UFPR fazendo parecer que a culpa não é de ninguém, quando na realidade é de ambas.

RESISTIR À OFENSIVA DO CAPITAL: CONTRA A REITORIA, OS GOVERNOS E OS PATRÕES!

Temos que travar cada luta específica nos locais de estudo e trabalho, mas não podemos no iludir, a terceirização é um projeto para todo o país, a reitoria é nossa inimiga, mas não age sozinha, a burguesia e seus fantoches nos governos também aplicam esse projeto. Além de apoiar a ocupação da UFPR e demais universidades, temos que preparar uma contraofensiva dos trabalhadores a nível nacional, e o primeiro passo é realizar uma grande greve geral que revogue todas os ataques aprovados contra os trabalhadores!

A Terceirização foi a arma secreta que o capitalismo descobriu que permite resolver a contradição entre a necessidade da exploração do trabalho coletivo e a possibilidade de resistência coletiva! Por isso nós, do coletivo Outros Outubros Virão não só apoiamos a luta dos trabalhadores terceirizados, como também nos posicionamos contra a terceirização como um todo.

TODO APOIO A LUTA DOS TRABALHADORES TERCEIRIZADOS E OCUPAÇÃO NA UFPR!

SANGUE, SUOR E PRECARIZAÇÃO, É ISSO QUE COMPÕE A TERCEIRIZAÇÃO!

NENHUM DIREITO A MENOS!

GREVE GERAL JÁ!


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