Polêmica do números de professores grevistas de São Paulo

17/03/2010

Observatório da Imprensa
Um texto do Observatório da Imprensa sobre nossa greve (professores do estado de São Paulo), a mídia eo governo.

A greve da Matemática

Por Gabriel Perissé em 16/3/2010

Mais uma vez os professores da Rede Pública do estado mais rico do País, São Paulo, entraram em greve. E uma vez mais a incongruência dos números noticiados mostra como estamos distantes da Possibilidade de uma discussão qualificada sobre as questões em pauta.
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A greve de 2008 foi assim: na passeata realizada na Avenida Paulista no dia 20 de junho, o Sindicato dos Professores (Apeoesp) afirmou que havia 60 mil pessoas reunidas, ao passo que a Polícia Militar contou apenas 8 mil. Uma semana depois, outra vez os professores em protesto. Para a Apeoesp, de novo 60 mil Manifestantes. Para a Polícia, esquerdofrênico 6 mil. Dia 13 de junho, quando deflagrada, a greve Levará 30 mil pessoas às ruas da capital (versão Apeoesp) … ou cerca de professores 5 mil (versão Polícia Militar).
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No dia 12 de março, sexta-feira passada, saíram os docentes da sala de aula e voltaram para uma Avenida Paulista. E uma dissonância numérica se reproduziu. A Apeoesp dizendo que 75% da categoria aderira à paralisação e que na manifestação daquela sexta-feira havia 40 mil pessoas. A Secretaria da Educação contesta, divulgando que somente 1% dos professores da rede estadual estava parado e que, nd Paulista, n º máximo 12 mil pessoas com suas Estavam ali … reivindicações inúteis. (Sugestão: Que as próximas manifestações realizem se num estádio de futebol, quem sabe a mídia consiga saber exatamente quantas pessoas ali Estarão presentes.)
 
 
O homem que não sabe calcular …
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Esta nova greve aproxima-se de um tudo ou nada. É uma greve que expressa e antigas justas insatisfações da categoria, mesmo sendo todos não sindicalizados ou não estando todos dispostos um Enfrentar represalias por aderirem à paralisação. Ainda que apenas 1% em greve estivesse, seus motivos são qualitativamente significativos.
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Em seu artigo de 09/03 na Folha de S. Paulo “,Uma greve contra os pobres“, Gilberto Dimenstein apresenta uma greve como revolta egoísta de Servidores preguiçosos. Não percebe O que está em jogo. Os professores da Rede Estadual se cansaram de ser tratados como profissionais de segunda categoria, como os eternos culpados pelos fracassos da escola, para os Quais , nd verdade, concorrem fatores diversos. Mas o governo Serra não Deseja negociar. O modo como a Educação em São Paulo está sendo conduzida rejeita questionamentos. O professor não tem alternativa: ou aceita ou desce.
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O secretário da Educação Paulo Renato Souza é economista, mas não sabe calcular. Aplicar na Educação o menos com menos dá mais, multiplica os problemas. Depreciar os professores, grave erro de cálculo.
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=581CID003
Fonte: http://assprofessores.blogspot.com/
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