Estudantes da USP – São Carlos em defesa da assistência estudantil

COMUNICADO DO ALOJAMENTO AO CAMPUS ACERCA DAS NEGOCIAÇÕES DO PROCESSO SELETIVO DAS BOLSAS MORADIAS E AUXÍLIO-MORADIA

 Segunda-feira, 24/05, estudantes foram à Coordenadoria do Campus mobilizados pela reivindicação do reconhecimento do processo seletivo para o Alojamento e Bolsa Auxílio-Moradia, realizado de acordo com regimento aprovado em 2006 pelo então Conselho de Campus. Vimos informar a todos os estudantes acerca da situação atual. Para mais informações acerca do histórico da questão.

 Conversas com o Coordenador do Campus:

 Ao Coordenador do Campus, Prof. Dagoberto Dario Mori, foi apresentada a reivindicação e foram entregues diversos documentos, tais como moções de apoio de várias entidades estudantis e o abaixo-assinado que corrobora a legitimidade do dito processo seletivo, e um parecer jurídico que contra-argumenta o parecer da Consultoria Jurídica da USP (CJ). Em breve conversa com os estudantes, o Coordenador se negou a rever a decisão anterior, alegando que isso não lhe caberia, se contradizendo diversas vezes quanto à quem cabe a decisão. Ao final da conversa, se comprometeu a ler a documentação entregue e encaminha-lá à CJ, além de se propor a não divulgar a lista da seleção realizada pela COSEAS. Os estudantes comunicaram que permaneceriam na Coordenadoria aguardando um retorno.

 Somente por volta das 18h, o prof. Dagoberto retornou ao local e simplesmente informou que se reunira com membros do Conselho Gestor sem que a representação discente fosse convidada, não havendo nenhuma nova proposta, além da realização de uma reunião não deliberativa na segunda-feira, dia 31, e da informação de que a lista do processo da COSEAS havia sido liberada.

 Esse posicionamento do Coordenador do Campus e dos Diretores das Unidades revela uma total inexistência de disposição em resolver de fato a situação, já que nos colocamos prontamente ao diálogo e, pior, permite-nos questionar suas reais intenções, visto que, diante da total abertura ao diálogo por parte dos estudantes do alojamento, os mesmos mantêm-se irredutíveis.

 Solicitamos uma reunião de negociação com a Coordenadoria, a ser realizada ainda nesta terça-feira, cobrando uma resposta a tal solicitação até o final desta manhã. O que recebemos como resposta foi um ofício apenas reafirmando o já dito anteriormente e a recusa em reunir o Conselho Gestor para negociar.

 Corte da Luz e da Água:

 Algum tempo após o final do expediente e a saída do Coordenador, a energia elétrica e o fornecimento de água foram cortados, configurando um ato de desrespeito e pressão desnecessário, tendo em vista que o processo de permanência dos estudantes no prédio havia sido tranquilo. Os estudantes conseguiram restabelecer o fornecimento de água e perceberam que a segurança do campus estava orientada a impedir o religamento da energia elétrica. Tal fato se mostrou um claro abuso de poder por parte do Coordenador do Campus, que também impôs um desvio de função à guarda universitaria.

 Nossos posicionamentos e propostas:

 Ficou claro a todos a falta de disposição ao diálogo e a uma negociação efetiva, evidenciada pelos posicionamentos e atitudes do Coordenador do Campus (como a ordem para a liberação da lista da COSEAS, mesmo tendo sugerido o contrário, e o corte da água e da luz do prédio da coordenadoria, mesmo sem qualquer incidente decorrente da decisão dos manifestantes em permanecer no prédio).

 Ressaltamos, nesse sentido, o nosso intuito em se chegar a uma solução rápida e negociada, reafirmando a legitimidade do processo seletivo há muito tempo realizado com transparência e participação efetiva dos estudantes, ao contrário do que ocorreu com o processo defendido pela Coordenadoria neste ano.

 Da lista liberada pela COSEAS:

 Consideramos tal atitude extremamente irresponsável por parte da Coordenadoria. Após verificarmos tal lista, constatamos que a mesma apresenta diversas irregularidades:

 Em relação à quantidade de inscritos, além de nem sequer preencher o número de vagas no alojamento (o que comprova mais uma vez a legitimidade do nosso processo), ainda há 14 nomes repetidos nas duas categorias (alojamento e bolsa auxílio) e nomes de alunos que não solicitaram a inscrição para tais benefícios pela COSEAS.

 Quanto aos alunos selecionados para bolsa auxílio-moradia, simplesmente decidiu-se por manter os mesmos nomes do ano anterior, acrescentando somente quantidade igual ao número dos que se formaram no ano anterior. Tal procedimento não é viável, pois, em muitos casos, há uma mudança na situação sócioeconômica dos pleiteantes ou há novos pleiteantes mais carentes. Por isso é fundamental que seja feita a reavaliação anual de todos os pleiteantes, conforme sempre foi na seleção realizada com a participação dos moradores do Alojamento.

 Tais constatações comprovam a total incoerência do processo seletivo realizado pela COSEAS e reafirmam a necessidade dos estudantes participarem de todas as etapas de realização do processo, garantindo a aplicação de critérios justos e aprovados em assembléia e, com isso, a permanência de alunos carentes na universidade.

 Manifestamos nosso repúdio à tamanha demonstração de desrespeito para com tais estudantes, comprometidos com uma existência efetiva de Políticas de Permanência Estudantil, utilizando de forma responsável o dinheiro público.

 Por tudo isso, pedimos o apoio do Campus e convidamos todos a passarem na Coordenadoria do Campus e se inteirarem sobre o que está ocorrendo.

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