Assembléia com mais de 700 decide por greve estudantil na UFF

Estudantes lotaram o Restaurante Universitário da Universidade Federal Fluminense nesta segunda-feira e decidiram decretar greve estudantil em apoio à greve nacional dos professores federais.

A greve estudantil tem como intuito resgatar uma série de reivindicações do movimento estudantil que foram protocoladas pela reitoria na ocupação do semestre passado e ainda não foram cumpridas, dar visibilidade a novas problemáticas da universidade que têm se intensificado com a política de expansão precarizada do ensino superior e garantir amparo jurídico aos estudantes que por ventura venham a sofrer qualquer tipo de assédio moral por participarem da mobilização da categoria.

Com a greve estudantil deflagrada, quem assume a coordenação das atividades para garantir uma intervenção e comunicação mais dinâmica e qualificada é o Comando Estudantil de Greve. A estrutura é aberta à inserção de qualquer estudante da universidade que queira construir o movimento e conta com autonomia para a execução de atividades mais práticas como oficinas ou organização de aulas públicas. Uma nova assembléia geral de estudantes está marcada para o dia 29 de maio e no dia 30 haverá uma intervenção dos estudantes no CUV – Conselho Universitário.

A greve nacional dos professores já está deflagrada em mais de 40 universidades federais por todo o país e as principais reivindicações são acerca da reestruturação do plano de carreira e contra a precarização do trabalho docente que tem se intensificado ainda mais com a materialização do Projeto de Reestruturação das Universidades Federais, o REUNI.

A reivindicação de melhores salários por dentro de uma reestruturação ampla da carreira docente está acompanhada de reivindicações por mais investimentos na universidade pública e conseqüente melhora na qualidade de ensino das instituições públicas federais. Sob este ponto de vista da necessidade de dar resposta à precarização da universidade federal e também sob a clareza da necessidade do apoio estudantil à classe trabalhadora, que historicamente tem construído processos de mobilização junto ao movimento estudantil por todo o país, foram os principais motivadores pela deflagração da greve estudantil que também já está deflagrada em outras universidades federais como Uberlândia, Seropédica (Rural do Rio de Janeiro), Lavras e Ouro Preto. A expectativa é de que estudantes de mais universidades pelo país também deflagrem greve em apoio à paralisação docente no decorrer da semana.

ADUFF SSind

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