Nota de Apoio do Coletivo Outros Outubros Virão às Ocupações na UFSM e à Greve das categorias da Universidade

419_1187x788_146839482_900x597Fonte: Mídia Ninja

Frente ao novo momento de ascenso das mobilizações da classe trabalhadora contra a PEC 55, Reforma do Ensino Médio, Projeto Escola Sem Partido e outros ataques que minam os nossos direitos, os trabalhadores e trabalhadoras em formação da Universidade Federal de Santa Maria também decidiram participar desse cenário de defesa da Saúde e Educação Pública.

Na tarde desta quinta feira (10), já em uma semana com muitas ocupações acontecendo na universidade, o movimento estudantil realizou a maior Assembleia Estudantil da história da UFSM nos últimos 30 anos, com mais de 4 mil estudantes presentes. Lotando o Estádio do Centro de Educação Física e Desportos, os estudantes deliberaram: posicionamento contrário à PEC 55; apoio às ocupações que já estão ocorrendo e às que ainda estão por vir; apoio às greves dos professores e técnicos administrativos; greve estudantil nos cursos já paralisados; e Greve Geral a partir do dia 25 de Novembro. A presença massiva dos estudantes e movimentos sociais a favor das mobilizações mostram a potencialidade da força que reside nos filhos da classe trabalhadora em tempos sombrios de retiradas dos nossos direitos.

Já se encontram ocupados os prédios 17 e 13 do Centro de Ciências Naturais e Exatas, 16,16B do Centro de Educação, 74A e 74C do Centro das Ciências Sociais e Humanas, o Centro de Artes e Letras, Centro de Arquitetura e Urbanismo e o Prédio de Apoio da UFSM, no centro.

Porém, a Universidade, assim como qualquer instituição dentro de uma sociedade capitalista, também é palco das ações da burguesia para a sustentação do projeto ideológico de dominação e de ataques aos direitos da classe trabalhadora. O Diretório Central dos Estudantes da UFSM, em sua atual gestão com membros de grupos da direita liberal como o Clube Farroupilha e Estudantes Pela Liberdade, defende um discurso apartidário e imparcial para se omitir da responsabilidade de construir um posicionamento político frente aos ataques que estão acontecendo, justamente porque a sua posição política é de apoio ao projeto neoliberal de precarização e sucateamento do serviço público para privatização da Saúde e Educação. Ao mesmo tempo que fazem uma nota em que chamam os estudantes, que estão ocupando os prédios, de invasores e organizam movimentos contrários às ocupações. Os membros do diretório, em entrevista com a mídia local, contestam a legitimidade da própria Assembleia Estudantil com argumentos de que as decisões não representam a maioria dos estudantes da UFSM, negligenciando os interesses de milhares de estudantes e o próprio debate proporcionado na tarde daquela quinta-feira. É didática a postura de uma entidade que não representa os filhos da nossa classe nesse período de acirramento de lutas, realizando diversas tentativas de desmobilização colocando estudantes contra estudantes e deslegitimando as deliberações do maior órgão deliberativo estudantil.

foto-sm-1111Foto: Maiquel Rosauro

Mesmo assim, resistimos a esses ataques e nos mantemos em luta também fora da Universidade, em unidade com outras categorias. Nessa sexta-feira (11) foi realizado o segundo Ato em Defesa da Educação, Saúde e Previdência em Santa Maria, reunindo mais de mil estudantes, professores, servidores públicos e técnicos administrativos que se manifestaram contrários aos mesmos projetos e leis que motivam as ocupações e greves estudantis fazendo coro junto as mobilizações dos estudantes e trabalhadores em todo Brasil.

Diferente do que diz parte do senso comum e o projeto político neoliberal representado pelo DCE, as ocupações não são sinônimos de invasão, de crime e muito menos de vagabundagem. Elas, assim como as greves e as mobilizações de ruas, são todas ferramentas históricas e legítimas da classe trabalhadora utilizadas para a conquista de novos direitos e a defesa de direitos que já conquistamos, e devem ser vistas pela comunidade acadêmica dentro das universidades (assim como a própria comunidade secundarista dentro das escolas) como uma necessidade na atual conjuntura política em que vivemos. Estes instrumentos de luta são as únicas formas efetivas para a construção de uma nova sociedade, e é por isso que elas são tão atacadas pelas mídias e grupos dominantes.

Por isso, o coletivo Outros Outubros Virão demonstra o total apoio aos e às estudantes que ocupam os prédios da UFSM e todas as categorias que constroem juntos a Greve Geral da Universidade somando força aos movimentos nacionais da classe trabalhadora contra a PEC 55/241 e entendendo a real necessidade de nos colocarmos em movimento para barrar o avanço do capital.

                 OCUPAR E RESISTIR!

                 NENHUM DIREITO A MENOS!

Referências
 https://ninja.oximity.com/article/UFSM-surpreende-na-luta-contra-a-PEC-5-1
https://claudemirpereira.com.br/2016/11/pec-55-protesto-leva-milhares-as-ruas-de-santa-maria/
 http://www.arazao.com.br/noticia/80296/dce-questiona-legitimidade-de-assembleia/
 https://www.facebook.com/dcedaufsm/photos/a.197800343623396.45221.170591199677644/1236797379723682/?type=3&theater
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