POR NENHUM DIREITO A MENOS É GREVE NOS CORREIOS!!!

 

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Os trabalhadores  dos Correios estão há 14 dias em greve nacional contra o inicio do maior ataque já vivido pela classe trabalhadora nos últimos tempos.

A Reforma Trabalhista só será implantanda de fato a partir do dia 11 de novembro. No entanto, é através disso que a Empresa de Correios e Telégrafos (empresa que está na gestão dos Correios) ameaça acabar com o Acordo Coletivo assinado pela categoria e com o Plano de Saúde.

Ambos são conquistas históricas da categoria em luta por melhores condições de trabalho, por direitos de reprodução adequada de sua força de trabalho e por menos apropriação privada da mais-valia que produz. Por isso lutamos POR NENHUM DIREITO A MENOS E CONTRA A EXPLORAÇÃO DO PATRÃO!

O Tribunal Superior do Trabalho, jurídico do Estado, cumpre seu papel na garantia dos privilégios do patrão e considera a greve como “ação abusiva”.

Abusiva é a retirada de direitos históricos como o adicional de 30% do carteiro, 70% de férias, aumento da jornada, e PRINCIPALMENTE o plano de saúde (que desde 2014 é mantido com base em greve e luta) e o reajuste salarial.

Ao não reeditar o Acordo Coletivo de Trabalho a Empresa de Correios e Telegrafos começa a Reforma Trabalhista, que significa um dos desmontes das medidas protetivas da classe trabalhadora contra o capital.

As lutas de resistência aos ataques já vem tomando corpo desde o começo do ano, com os dias de greve geral que ocorreram. Somam-se agora as greves de diversas categorias, como por exemplo os metalúrgicos da Unilever em Vinhedo/SP, que também estão em luta contra a terceirização e demissão de diversos trabalhadores. Isso nos mostra que em diversas categorias já podem ser sentidos os retrocessos das reformas, e qual o seu verdadeiro objetivo: precarizar ainda mais as condições de trabalho pra aumentar os lucros dos empresários.

Todo apoio a essa parcela da classe trabalhadora que se coloca em luta contra os ataques e relembra assim que a história da luta de classes não acabou. É preciso avançar, mobilizando os mais diversos setores dos trabalhadores, e construir uma forte resistência aos ataques. Firmes!

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