POR NENHUM DIREITO A MENOS É GREVE NOS CORREIOS!!!

05/10/2017

 

correios

Os trabalhadores  dos Correios estão há 14 dias em greve nacional contra o inicio do maior ataque já vivido pela classe trabalhadora nos últimos tempos.

A Reforma Trabalhista só será implantanda de fato a partir do dia 11 de novembro. No entanto, é através disso que a Empresa de Correios e Telégrafos (empresa que está na gestão dos Correios) ameaça acabar com o Acordo Coletivo assinado pela categoria e com o Plano de Saúde.

Ambos são conquistas históricas da categoria em luta por melhores condições de trabalho, por direitos de reprodução adequada de sua força de trabalho e por menos apropriação privada da mais-valia que produz. Por isso lutamos POR NENHUM DIREITO A MENOS E CONTRA A EXPLORAÇÃO DO PATRÃO!

O Tribunal Superior do Trabalho, jurídico do Estado, cumpre seu papel na garantia dos privilégios do patrão e considera a greve como “ação abusiva”.

Abusiva é a retirada de direitos históricos como o adicional de 30% do carteiro, 70% de férias, aumento da jornada, e PRINCIPALMENTE o plano de saúde (que desde 2014 é mantido com base em greve e luta) e o reajuste salarial.

Ao não reeditar o Acordo Coletivo de Trabalho a Empresa de Correios e Telegrafos começa a Reforma Trabalhista, que significa um dos desmontes das medidas protetivas da classe trabalhadora contra o capital.

As lutas de resistência aos ataques já vem tomando corpo desde o começo do ano, com os dias de greve geral que ocorreram. Somam-se agora as greves de diversas categorias, como por exemplo os metalúrgicos da Unilever em Vinhedo/SP, que também estão em luta contra a terceirização e demissão de diversos trabalhadores. Isso nos mostra que em diversas categorias já podem ser sentidos os retrocessos das reformas, e qual o seu verdadeiro objetivo: precarizar ainda mais as condições de trabalho pra aumentar os lucros dos empresários.

Todo apoio a essa parcela da classe trabalhadora que se coloca em luta contra os ataques e relembra assim que a história da luta de classes não acabou. É preciso avançar, mobilizando os mais diversos setores dos trabalhadores, e construir uma forte resistência aos ataques. Firmes!

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O momento é de fortalecer a pauta: pela tarifa zero!

20/06/2013

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“Do rio que tudo arrasta,
diz-se que é violento.
Mas ninguém diz violentas
as margens que o comprimem.”

Bertolt Brecht

Diariamente o trabalhador é obrigado a se locomover dentro de sua cidade, tanto para trabalhar, como para garantir sua alimentação (ir ao mercado), sua saúde (ir ao hospital), seu estudo (ir à escola), etc. Ou seja, deslocar-se de um lugar para outro é uma necessidade absoluta e irrefutável. Sob o sistema capitalista, no entanto, onde tudo se transforma em mercadoria visando o lucro, essa necessidade passou a ser um produto que precisa ser comprado para se ter acesso. Hoje, no Brasil, o transporte público é apenas subsidiado pelo Estado – a maior parte é tarifada e paga pelo próprio passageiro.

O aumento dessa tarifa foi o estopim das manifestações que vemos hoje espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. O reajuste de R$ 0,20 na cidade de São Paulo, por exemplo, chegou a obrigar alguns trabalhadores a deixar de fazer refeições para conseguir pagar o novo valor das passagens. Indignada, a população foi às ruas cobrar a redução da tarifa – e foi massacrada.

Em mobilização, principalmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, os manifestantes foram vítimas da mais covarde repressão policial. Alguma novidade? Na verdade não. A sociedade capitalista é dividida em duas classes principais: burguesia, que detém os meios de produção e por isso é dominante, e proletariado, que por não ter nada além de sua força de trabalho é obrigada a vendê-la à burguesia. As duas classes vivem em conflitos constantes e, para não se devorarem mutuamente, surge o Estado, aparentemente acima de todos os conflitos. Neutro na aparência, o Estado na verdade atua em defesa da classe dominante e cumpre o papel de manutenção da ordem, ou seja, a manutenção dos privilégios da burguesia. Privatiza setores, aumenta tarifas, com o argumento de defender um suposto interesse geral, o que sabemos não ser possível, afinal, as classes antagônicas têm, consequentemente, interesses antagônicos. Quando os trabalhadores dizem não a essas falsas soluções e se levantam, o Estado se utiliza de seu braço armado (polícia ou exército) para fazer valer suas decisões.

Isso pode ser observado didaticamente com o movimento atual: os donos das empresas dos transportes são os que se beneficiam com o atual aumento, e o Estado – seja ele representado pelo PSDB, PT ou suas variantes, oposições, coligações – defende ferrenhamente seus interesses, sem economizar violência para isso. Ao mesmo tempo, o discurso do governo para a classe trabalhadora, de democracia e de melhoria das condições de vida da população, tornam-se totalmente o seu oposto, ou seja, o Estado mostra a quem serve.

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Os atos são a resposta que uma parcela dos estudantes (trabalhadores em formação) e dos trabalhadores têm dado à sequencial precarização das condições de vida a qual são submetidos diariamente em nome do lucro de poucos. Os aumentos sucessivos na exorbitante tarifa de transporte não garantem melhores condições de trabalho para motoristas, cobradores e metroviários, que cada vez mais têm sua saúde prejudicada devido ao alto nível de estresse a que são submetidos. A completa falta de estrutura do transporte público das cidades contribui para isso e é intolerável não só para quem nele trabalha, mas também para aqueles que dele se utilizam para chegar a seus locais de trabalho e estudo.

A mídia também tem cumprido bem o seu papel de manutenção ideológica da ordem. Criminaliza os instrumentos de luta que de fato são eficazes e que historicamente tem arrancado melhores condições de vida aos trabalhadores, mostram os manifestantes como “violentos” e dizem que isso tira deles toda a razão. Por vezes coloca como exagerada a ação da polícia, mas dificilmente se coloca a favor dos que lutam, tampouco aponta a violência a que são submetidos diariamente trabalhadores e usuários desse sistema de locomoção nada satisfatório.

Por esses motivos, damos total apoio às movimentações contra o aumento de tarifa, e colocamos nosso repúdio à criminalização dos manifestantes e à repressão da qual têm sido vítimas.

A luta é pela tarifa zero!

Diante da violência documentada que sofreram os manifestantes, com vídeos e fotos chocantes, o movimento ganhou corpo que há muito tempo não se via no país. Despontaram atos, passeatas e mobilizações em diversas cidades, a cada dia agregando um número maior de pessoas. Outras classes, pra além da trabalhadora, também se inscreveram na tentativa de sair na frente, de manter ou aumentar seus privilégios, até de forma oportunista.

Foi assim que uma pauta concreta, possível de ser alcançada – e por isso mesmo capaz de alavancar um processo de lutas ainda maior e mais intenso – perdeu força em meio a uma grande geleia amorfa de reivindicações, deixou de ser só sobre o aumento da tarifa e passou, de forma muito abrangente, a abarcar saúde, educação, corrupção… Isso significa, sim, que existe um sentimento de insatisfação geral. Mas considerando que o senso comum tende mais ao discurso da classe dominante, foi mais fácil para ela cavar seu espaço e dar um novo tom ao movimento. Agora os protestos abarcaram também um discurso pacifista, nacionalista e moralista, o hino nacional se transformou em palavra de ordem e as pautas começam a se esvaziar e se evaporar em “pela reforma política”, “contra a corrupção”, “contra a PEC X, Y e Z”.

Parte do movimento agora se esconde atrás de uma suposta neutralidade para pregar o apartidarismo. Erguendo suas próprias bandeiras, seja do Brasil, de um estado ou de uma pauta específica, esse setor nega que as organizações políticas tenham bandeiras nos atos, ameaçam e apedrejam quem se posiciona abertamente. Na mais otimista das hipóteses, a posição dita neutra fortalece a posição dominante. Mas o que também acontece é que as mobilizações por mudanças reais podem adquirir um caráter vazio, não mais pacíficos, mas passivos. O resultado é a abertura de espaço para a burguesia mais reacionária, que pode ganhar corpo e criar um espaço meramente nacionalista e carregado de muito preconceito.

Não me agradam as pátrias.
Nada me dizem as fronteiras,
talvez por serem bordadas em sangue
no corpo da minha bandeira.

Se tenho alguma sina,
que seja, então, brasileira,
mas antes do verde e amarelo
quero a aquarela inteira.

À Pátria que me pariu!
Mauro Iasi

Mas as centenas de milhares nas ruas do país nos mostram que ainda há muito para ser feito. O Coletivo Outros Outubros Virão se coloca em luta é contra a exploração diária que sofre o trabalhador, contra o gasto gigante que temos que ter para nos locomover, contra o absurdo de ter que trabalhar para pagar o transporte para ir trabalhar. O momento é de fortalecer a pauta: pela tarifa zero!


Vitória do Resistência com a Base nas eleições do Sintcom-PR

24/04/2013

resistência

Nesta sexta-feira, dia 19, os trabalhadores dos Correios do Paraná disseram NÃO aos pelegos e trouxeram o Sintcom-PR para a luta.

Foram 1260 votos para a CHAPA 3 – Resistência com a base, contra 795 votos da chapa 1, 514 da chapa 2 e 261 da chapa 4.

O coletivo Outros Outubros Virão esteve lado a lado com o Resistência nessa luta contra os patrões e seus aliados e, como futuros trabalhadores, colocamos em movimento nosso objetivo de atuar junto com trabalhadores, contribuindo para nosso entendimento enquanto classe.

Parabéns a todos os camaradas que construíram essa vitória que deixa o Paraná ainda mais vermelho. O trabalho só está começando. FIRME!


Conquistas da greve unificada UFPR

13/09/2012

CONQUISTAS DA GREVE UNIFICADA - UFPR 2012

Nas duas últimas greves tivemos um grande avanço no que diz respeito a luta dos estudantes e trabalhadores por melhoria nas suas condições de ensino e trabalho. As três categorias da educação superior publica federal se uniram. Se uniram para clamar por mais justiça no trabalho. Por mais justiça na educação. Um exemplo é a luta contra a instalação da EBSERH, (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) na UFPR. Mas por que barrá-la? Vamos a um breve contexto.

A EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), empresa pública mas de direito privado, foi criada para administrar os hospitais universitários federais (HU’s). O regimento interno da empresa previu a recomposição da força de trabalho dos hospitais, dessa forma os técnicos e funcionários das fundações não viam nenhuma garantia de manutenção dos seus empregos e a admissão de pessoal passaria a ser sob o regime da CLT.

Como todas as empresas de direito privado, a EBSERH segue a lógica de mercado e, portanto, seu fim último é o lucro. Sendo assim, com a implantação dessa empresa ficariam comprometidos os objetivos acadêmicos dos hospitais universitários, bem como o caráter de atendimento universal e gratuito à comunidade. E ainda, poderia acarretar no comprometimento da função primordial dos hospitais universitários, o de ser um hospital-escola, sem a garantia de que as aulas e estágios dos estudantes fossem prioridade e, assim, passando a funcionar como uma verdadeira empresa.

Está claro que, enquanto os estudantes, técnicos, professores e a comunidade em geral sairiam perdendo com a EBSERH, alguém sairia ganhando. Esse “alguém” é o capital, cujos interesses foram, mais uma vez, defendidos pelo governo federal.

Mas, devido à união da comunidade acadêmica da UFPR em defesa da autonomia da universidade, a EBSERH foi barrada em Conselho Universitário, no último dia 30 de agosto, de forma unânime e por aclamação!

Essa conquista não foi nada fácil, todas as categorias tiveram que construir atos e pressionar pela realização do COUN que barrou a EBSERH.

Não há vitórias sem luta!


Assembleia Comunitária da UFPR irá avaliar do andamento da pauta local unificada nesta sexta-feira (24)

23/08/2012

Nesta sexta-feira (24), haverá a Assembleia Comunitária da Universidade Federal do Paraná.

A atividade, que tem início marcado para as 9h30, é convocada pelas três entidades representativas na UFPR durante a greve: Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR-SSind), Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (SINDITEST) e Comando Local de Greve dos Estudantes da UFPR.

A assembleia tem como objetivo debater e avaliar o andamento dos principais pontos da pauta local unificada, como a moção do Conselho Universitário (COUN) contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), a publicização das instâncias deliberativas, construção de creches para as três categorias e substituição da Ordem Normativa nº2 (ON2).

O encontro ocorre no Restaurante Universitário (R.U.) Central.

Serviço:
Assembleia Comunitária da UFPR
Data: 24/08/2012 (sexta-feira)
Horário: 9h30
Local: RU Central
Pauta: Avaliação do andamento da pauta local unificada


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