Servidores da UFPR e do IFPR aceitam proposta de acordo

22/08/2012

Servidores técnicos administrativos da UFPR e do IFPR decidiram aceitar a proposta do governo federal à categoria. A assembleia foi realizada na tarde de 21 de agosto, no RU Central da UFPR.

Pela manhã, os servidores da Unila haviam rejeitado a proposta. Os servidores da UTFPR fizeram assembleias regionalizadas em cada campus. Em Curitiba, rejeitaram. No final da tarde a tendência era a de manter a greve pela pauta local.

A posição de cada universidade será levada ao Comando Nacional de Greve e à Fasubra, que fará a avaliação nacional e orientará por uma posição unificada. O CNG tem seis representantes dos servidores paranaenses.

Na quinta-feira, já sabendo a decisão nacional, a categoria volta a se reunir para decidir se mantém ou encerra a greve.

Avaliação

Os servidores da UFPR e do IFPR avaliaram que a proposta do governo não garante a valorização dos salários. Com perdas acumuladas desde 2010, é muito baixo o índice de 15% pagos em três parcelas de 5% de 2013 a 2015.

No entanto, a proposta de acordo fortalece a carreira. O aumento do step (intervalo entre um nível e outro) faz com que muitos servidores tenham ganhos significativos, especialmente os mais antigos.

Outro avanço é o reconhecimento de cursos de graduação e pós-graduação para evoluir na tabela salarial. Caíram as restrições e agora todas as classes terão os mesmos incentivos à qualificação.

Outra limitação derrubada é a imposição mínima de 180 horas para um curso valer para avanço. Agora, cargas horárias menores serão aceitas.

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Ações de intensificação da greve docente serão debatidas na quinta-feira (16) na UFPR

14/08/2012

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O Comando Local de Greve e a Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná convocam todos os docentes a participarem da Assembleia Geral Extraordinária que acontece na quinta-feira (16).

A Assembleia tem como objetivo debater possíveis ações para a intensificação da greve e para a abertura de novas negociações, como o apoio as entidades científicas, ações com os parlamentares, atividades de visibilidade do movimento e cancelamento do semestre letivo

A reunião ocorre às 9h, no auditório de administração do Centro Politécnico.

Serviço:
Assembleia Geral Extraordinária
Data: 16/08/2012 (quinta-feira)
Horário: 9h
Local: auditório de administração do Centro Politécnico
Pauta:
– Ações de intensificação da greve para reabertura de negociações
– Informes da pauta local


Estaduais do Paraná paralisarão suas atividades no dia 16

13/08/2012

Os docentes das universidades estaduais do Paraná vão paralisar suas atividades no próximo dia 16 de agosto como forma de pressionar o governador Beto Richa a cumprir o compromisso firmado em 28 de março passado. De acordo com informe da Adunicentro, já aprovaram a paralisação conjunta os docentes da Uem (Maringá), Unioeste (Cascavel), Uel (Londrina), Uenp (norte do Paraná) e Uepg (Ponta Grossa). Caso o governo não negocie, a expectativa é de que algumas universidades entre em greve por tempo indeterminado já neste mês de agosto.

Além de paralisar no dia 16, os docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa deliberaram, em assembleia realizada terça-feira (7/8) que entrarão em greve por tempo indeterminado a partir deste dia. “Tínhamos duas propostas em discussão: greve já a partir do dia 17 ou a partir do dia 21. A opção pelo dia 17 mostra o quanto nossos docentes estão insatisfeitos com a demora do governo do Paraná”explica a presidente do Sindicato dos Docentes da UEPG (Sinduepg) Jeaneth Stefaniak.

A presidente do Sinduepg argumenta que o governo já deveria ter enviado o projeto da equiparação salarial para a Assembleia Legislativa (Alep), mas o documento ainda está na Secretaria da Fazenda sob o pretexto de um problema com o ‘limite prudencial’. “Essa desculpa de limite prudencial não procede, uma vez que a proposta impacta em menos de 1% na folha do Estado (0,34%) e foi elaborada pelo próprio governo” afirma.

Durante a assembleia, ficou claro que o encaminhamento da proposta para a Alep não garante o fim do movimento grevista, já que o próprio governo havia se comprometido em pagar a primeira parcela da equiparação já no mês de outubro. “Só o Governo do Estado pode evitar a greve, para isso precisa garantir que a proposta esteja publicada em Diário Oficial antes do dia 16”, afirma Jeaneth.

Adunicentro

Na Unicentro, a assembleia realizada nesta sexta-feira (10) impôs o prazo até o dia 20 de agosto para que o governo cumpra o acordo e envie à Alep o projeto de lei da carreira. Caso não haja manifestação nesse sentido, os docentes decidiram deflagrar greve por tempo indeterminado a partir do dia 21 de agosto.

O 2º tesoureiro da Adunicentro, Hélvio Mariano, defende que a comunidade universitária, especialmente os estudantes, apóie firmemente a greve, “pois quanto mais força e unidade ela demonstrar mais cedo ela irá terminar”.

Proposta

Os docentes das universidades estaduais paranaenses têm discutido a proposta de equiparação salarial docente com os técnicos administrativos das Universidades Estaduais há mais de um ano. Durante esse tempo dois grupos de trabalhos foram realizados, um deles com a participação do vice-governador Flávio Arns, para estudar a viabilidade da proposta. Depois desses estudos, o governo definiu que a equiparação aconteceria em quatro parcelas que seriam pagas ao longo de 2012, 2013, 2014 e 2015.

A primeira parcela deveria ser cumprida já em outubro. Os docentes compreendem que o fato da proposta estar parada na Secretaria da Fazenda pode colocar em risco o cumprimento desse acordo. Hoje um técnico administrativo recebe R$ 2.382,77, enquanto um professor auxiliar recebe R$ 1.808,82. “O governo tem divulgado que o Paraná é um Estado de respeito, mas isso não tem acontecido nas universidades estaduais” afirma Jeaneth Stefaniak.

Leia aqui a nota da Adunicentro, Adunioeste, Sesduem, Sindiprol/Aduel e Sinduepg sobre o processo de negociação no Paraná.


Governo federal reitera que negociação com professores acabou

09/08/2012

Em nova carta aos reitores das universidades e institutos federais, enviada na tarde desta quinta-feira, 9, o Ministério da Educação reiterou que a negociação com os professores está encerrada e que “não há qualquer possibilidade de reabertura”, segundo notícia publicada no site da pasta.

Docentes da rede federal de ensino superior estão em greve desde dia 17 de maio. Apenas as Federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Itajubá (Unifei) não aderiram ao movimento. Na lista de reivindicações da categoria estão o reajuste salarial, plano de carreira e melhores condições de trabalho.

Na noite da última sexta-feira, 3, o MEC já havia informado a conclusão da negociação com os professores após fechar acordo com a Proifes, entidade que representa docentes de sete universidades e um instituto. Foram contrários à proposta apresentada pelo governo o Andes – o maior sindicato da categoria, presente em 51 das 59 universidades federais – e o Sinasefe, que representa professores e funcionários dos institutos federais. As duas entidades orientaram suas bases a intensificar a greve para pressionar pela retomada do processo de negociação.

Pela proposta do governo, os professores terão aumento salarial entre 25% e 40% até 2015 e um plano de carreira com 13 níveis, em vez dos 17 inicialmente sugeridos. O Ministério do Planejamento deverá enviar ao Congresso, até o fim do mês, na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a proposta de reestruturação da carreira, que representará um impacto de R$ 4,2 bilhões na folha de pagamento da União.

Segundo o MEC, o acordo assinado com a Proifes não poderá ser emendado ou alterado no Congresso e possui cláusulas que permitem a adesão de outras entidades sindicais.

Na terça-feira, 7, a pasta cobrou das universidades e dos institutos federais paralisados pela greve o calendário de reposição das aulas. Circular enviada aos conselhos superiores das instituições dizia que o ministério fiscalizará o cumprimento da carga horária. O governo dá como certa a necessidade de os docentes trabalharem durante todo o mês de dezembro e também em janeiro e fevereiro. Com isso, o ano letivo poderá emendar com o de 2013.

“Estamos convencidos de que a maior parte dos docentes e técnicos administrativos das nossas instituições reconhece o esforço do governo no sentido de atender as reivindicações das categorias envolvidas”, afirmava trecho do documento.

Agora o governo se concentra na negociação do reajuste salarial com os representantes dos servidores técnico-administrativos das universidades e dos institutos federais: o Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica e Profissional (Sinasefe) e a Federação dos Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra). Na segunda-feira, 6, foi apresentada uma proposta de 15,8%, rejeitada pela categoria. Nova rodada está prevista para ocorrer amanhã.

“A expectativa do Ministério da Educação é de que as universidades e os institutos retomem imediatamente as atividades acadêmicas”, afirma notícia produzida pela Assessoria de Comunicação da pasta.

 

 

 


Capes recebe professores em greve: suspensão dos prazos será analisada

09/08/2012

Na manhã de hoje, o CNG do ANDES-SN realizou um ato em frente à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O objetivo do ato foi cobrar que os prazos estabelecidos pela Capes para entrega de relatórios, teses e dissertações e novos editais sejam suspensos uma vez que ensino, pesquisa e extensão são ações indissociáveis da categoria em greve. O ato contou com a presença dos professores do CNG que realizaram ações de agitação na portaria. Dois palhaços, parodiando Dilma e Mercadante e uma batucada de professores do comando alegraram a manifestação. Uma comissão formada por quatro membros do CNG foi recebida pela chefe de gabinete do presidente da Capes e pelos diretores de Relações Internacionais e de Gestão. A resposta dada pela chefe de gabinete foi a de que o órgão está acompanhando a greve e que os pedidos de suspensão dos prazos seriam encaminhados ao presidente da Capes.

 

A GREVE É FORTE! A LUTA É AGORA!

CNG/ANDES-SN. Brasília, 07 de agosto de 2012.


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