Professores da UFPR deliberam suspensão da greve

13/09/2012

Os professores da Universidade Federal do Paraná reunidos em assembleia decidiram suspender a greve a partir de segunda-feira (17). A discussão ocorreu no Teatro da Reitoria reunindo mais de 400 professores e começou com a explicação da proposta do Comando Nacional de Greve de suspensão unificada da greve, que deveria alcançar os 4 meses de duração na próxima segunda-feira.

Mesmo com as aulas voltando neste dia 17 de setembro, a greve pode voltar a qualquer momento, uma vez que foi suspensa e não finalizada. Em breve, mais informações.

(fonte: medicinaufprnoticias)
Anúncios

Conquistas da greve unificada UFPR

13/09/2012

CONQUISTAS DA GREVE UNIFICADA - UFPR 2012

Nas duas últimas greves tivemos um grande avanço no que diz respeito a luta dos estudantes e trabalhadores por melhoria nas suas condições de ensino e trabalho. As três categorias da educação superior publica federal se uniram. Se uniram para clamar por mais justiça no trabalho. Por mais justiça na educação. Um exemplo é a luta contra a instalação da EBSERH, (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) na UFPR. Mas por que barrá-la? Vamos a um breve contexto.

A EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), empresa pública mas de direito privado, foi criada para administrar os hospitais universitários federais (HU’s). O regimento interno da empresa previu a recomposição da força de trabalho dos hospitais, dessa forma os técnicos e funcionários das fundações não viam nenhuma garantia de manutenção dos seus empregos e a admissão de pessoal passaria a ser sob o regime da CLT.

Como todas as empresas de direito privado, a EBSERH segue a lógica de mercado e, portanto, seu fim último é o lucro. Sendo assim, com a implantação dessa empresa ficariam comprometidos os objetivos acadêmicos dos hospitais universitários, bem como o caráter de atendimento universal e gratuito à comunidade. E ainda, poderia acarretar no comprometimento da função primordial dos hospitais universitários, o de ser um hospital-escola, sem a garantia de que as aulas e estágios dos estudantes fossem prioridade e, assim, passando a funcionar como uma verdadeira empresa.

Está claro que, enquanto os estudantes, técnicos, professores e a comunidade em geral sairiam perdendo com a EBSERH, alguém sairia ganhando. Esse “alguém” é o capital, cujos interesses foram, mais uma vez, defendidos pelo governo federal.

Mas, devido à união da comunidade acadêmica da UFPR em defesa da autonomia da universidade, a EBSERH foi barrada em Conselho Universitário, no último dia 30 de agosto, de forma unânime e por aclamação!

Essa conquista não foi nada fácil, todas as categorias tiveram que construir atos e pressionar pela realização do COUN que barrou a EBSERH.

Não há vitórias sem luta!


Professores das universidades federais decidem manter greve

10/09/2012

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) anunciou em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, dia 10 (leia aqui), que a greve da categoria continua. De acordo com a nota, 52 associações sindicais apresentaram os resultados decididos em assembleias: 39 votaram pela manutenção da paralisação e 13 pela sua suspensão.

Uma nova rodada de assembleias gerais deve ocorrer entre os dias 11 e 13 de setembro, quando o sindicato promete a divulgação de uma nova decisão. O Andes é a entidade de maior representatividade na categoria, presente em 51 das 59 universidades federais.

Iniciada há 117 dias, a greve começa a perder força. Segundo o Ministério da Educação (MEC), 17 universidades federais e 5 câmpus da Universidade Federal do Tocantins (UFT) têm previsão de retorno às aulas nas próximas semanas, a maioria no dia 17. A Universidade Federal do ABC (UFABC) volta hoje, e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), depois de amanhã.

Na semana passada, três grandes universidades optaram pelo fim da greve: as federais de Minas Gerais, de Pernambuco e da Bahia. A Universidade de Brasília e as universidades federais de São Carlos, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Ceará também encerraram a greve.

No Rio, a UFRJ já saiu da paralisação, mas a federal rural (UFRRJ) e a federal fluminense (UFF) ainda estão paradas. A federal fluminense (UFF) e a federal do Estado do Rio (UniRio) chegaram a suspender os seus calendários acadêmicos.

Segundo o comando nacional de greve do Andes, o movimento deste ano já é considerado um “marco” em relação à paralisação de 2005, a mais longa até então. Cinquenta e sete das 59 instituições de ensino superior federais tinham parte ou a totalidade de seus docentes parados. Apenas a Universidade Federal do Rio Grande do Norte e a Universidade Federal de Itajubá não aderiram ao movimento.

Em todo o Brasil, segundo o MEC, mais de 500 mil alunos foram afetados. Mais que a busca por melhores salários, as principais reivindicações do movimento docente, iniciado em maio e que representa os 140 mil professores das federais, são pela reestruturação da carreira docente, além da melhoria nas condições de trabalho e ensino.

Proposta

A proposta encaminhada ao Congresso pelo Ministério do Planejamento em agosto alardeia um aumento entre 25% e 40% até 2015, mas é revestida de armadilhas, que intensificam a desestruturação da carreira e, descontada a inflação do período, acarretam perdas salariais para a maioria da categoria docente. Por esse motivo, a proposta foi aceita apenas pela Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior (Proifes), entidade que representa seis universidades federais.

A adesão ao plano de reajuste salarial foi negada pelo Andes. Na contraproposta protocolada pela entidade no dia 23 de agosto, a entidade abre mão do aumento salarial e dá preferência à reestruturação da carreira, mostrando boa vontade para a negociação efetiva. Segundo o MEC, a proposta custaria um valor muito alto aos cofres públicos (seriam R$10 bilhões – ao mesmo tempo que anuncia pacote de R$133 bilhões em concessões de ferrovias e rodovias) e não privilegia a titulação e a dedicação exclusiva, pontos considerados inegociáveis pelo governo que ainda dá por encerrada a negociação.

(com informações da Gazeta do Povo)

Em Assembleia, docentes da UFPR decidem permanecer em greve por tempo indeterminado

10/09/2012

img_2540

No dia 05 de setembro, cerca de 500 docentes estiveram reunidos em Assembleia Geral da categoria que deliberou pela continuidade da greve por tempo indeterminado.

Para os docentes a greve, que completou 113 dias na última quarta-feira (05), permanece forte e exige maior intensificação do movimento e pressão junto aos parlamentares e reitores para que estes venham a intervir pela reabertura imediata das negociações.

A duração da greve demonstra a força do movimento dos professores que se consolidou na quase totalidade das Instituições Federais de Ensino, numa intensa luta contra a precarização das condições de trabalho e a desestruturação da carreira docente.

Segundo o Comando Local de Greve a proposta de carreira construída pelo movimento docente e defendida nesta greve exprime um projeto de educação federal, calcado na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e com um padrão unitário de qualidade, fazendo frente às políticas de expansão sem qualidade promovidas pelo governo.

Negociação

A proposta de carreira feita pelo governo foi rejeitada por quase todas as assembleias nas IFE, mesmo assim, em ato arbitrário e antidemocrático, o governo desrespeitou as decisões das assembleias de base e firmou acordo com o Proifes em 1º de agosto, interrompendo as negociações com a categoria.

Assim os docentes permaneceram em greve, elaboraram uma contraproposta e investiram seus esforços em ações nacionais e locais pela reabertura das negociações, buscando interferir no projeto antes de seu envio ao Congresso Nacional.

De acordo com o Comando Local de Greve o envio do Projeto de Lei ao Congresso Nacional, no dia 31 de agosto, inaugura uma nova fase de luta da categoria e sua tramitação legislativa traz novos desafios para o movimento.

Votação

Após debate com propostas de continuidade da greve, saida imediata ou saída unificada com a categoria em todo o país, a votação se restringiu apenas à continuidade ou não da greve. 238 docentes deliberaram pela continuidade da greve e intensificação do movimento e outros 225 professores votaram pela saída da greve.


Em audiência pública no Senado, docentes cobram retomada de negociações

30/08/2012

Representantes do Comando Nacional de Greve dos ANDES-SN participaram nesta quarta-feira, dia 29, de uma audiência pública na Comissão de Educação do Senado Federal para discutir o movimento grevista dos professores federais.

A audiência foi requerida pelas senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) e Ana Amélia (PP/RS) e contou com a presença de dirigentes das demais entidades do Setor da Educação. No início da audiência, Marinalva Oliveira, presidente do ANDES-SN, fez um resgate das negociações com o governo e explicou os motivos que levaram os docentes à greve. “Entramos em greve pela reestruturação da nossa carreira e por melhorias nas condições de trabalho. O simulacro de acordo feito pelo governo desestrutura ainda mais a nossa carreira, atenta contra a autonomia universitária e contra a concepção de educação de qualidade que defendemos”, disse.

Marinalva observou ainda que das quatro entidades que estavam na mesa de negociação, apenas uma concordou com o que foi proposto pelo governo. “Não é possível que o governo ache que está fazendo algo de bom pela categoria, assinando um acordo que foi rejeitado por três entidades de maior representatividade junto aos docentes”, apontou.

Ela ressaltou ainda que o governo não se dispôs a discutir nem os pontos da pauta que não têm impacto no orçamento, ou cuja verba já está aprovada, como o calendário para o concurso público das vagas previstas no PL 2134/2012. Ela lembrou também que os problemas de infraestrutura pontuados pelo ANDES-SN durante na pauta de reivindicações são reais e frutos de dossiês elaborados pelos docentes das instituições.

“Queremos a reabertura de negociação para discutirmos esses problemas e também a contraproposta elaborada pelos docentes, a qual o Ministro da Educação se recusa a ouvir. Queremos respeito”, cobrou a presidente do ANDES-SN ao Secretário da Sesu, Amaro Lins, que representou o MEC na mesa.

Governo

Em sua fala, Amaro Lins apresentou dados da expansão do Reuni e disse que o governo considerava as negociações encerradas e não iria retomar o diálogo. Já os senadores presentes na audiência também apelaram ao secretário da Sesu/MEC, que retome o diálogo com os docentes em greve, para buscar uma solução ao impasse. A maioria deles criticou a decisão do governo de “encerrar unilateralmente” as negociações.

Intensificação do movimento

Na avaliação política elaborada pelo CNG/ANDES-SN com base nas deliberações das assembleias da última semana, os docentes apontam para a continuidade da greve e intensificação das ações pela imediata reabertura de negociações. Para isso, o movimento deve garantir, durante a semana, maior visibilidade para a contraproposta apresentada ao governo, através de novos materiais de divulgação e atividades.

Nos encaminhamentos o CNG/ANDES-SN orienta também aos comandos locais, que ainda não providenciaram, fazer a entrega da contraproposta aos dirigentes das instituições, protocolando-a formalmente; fazer a entrega da nossa contraproposta aos parlamentares federais nos Estados e regiões, reafirmando a solicitação para que sejam intermediários pela reabertura das negociações; e pautar nossa contraproposta na mídia para dar visibilidade e intensificar a pressão pela reabertura de negociações.

Confira a agenda:
– Dias 27 a 31 de agosto, divulgar amplamente a nossa contraproposta;
– Dia 29 de agosto, quarta-feira, audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal sobre o “movimento grevista dos professores federais”;
– Dia 30 de agosto, quinta-feira, atos públicos nos Estados;
– Dias 30 e 31 de agosto, rodada nacional de assembleias gerais.

Leia aqui o Comunicado


%d blogueiros gostam disto: