Apoio à chapa Rizoma – CAFIL UFPR

10/06/2013

O coletivo Outros Outubros Virão manifesta apoio à chapa Rizoma para a gestão do Centro Acadêmico de Filosofia (CAFIL) 2013/2014. Declaramos apoio às propostas de organização da chapa, que propõe uma gestão horizontal construindo as lutas no cotidiano dos estudantes, não em seu nome, mas com eles.

A organização do movimento estudantil da filosofia é um grande avanço para o movimento estudantil e consideramos importante para o ME da filosofia, da reitoria e da UFPR um Centro Acadêmico participativo e combativo, independente dos interesses da reitoria e de qualquer outra organização que não tenha em vista a melhoria de condições de ensino para os estudantes.

Vemos na chapa Rizoma, que participou ativamente da greve de 2012 e vem se mostrando séria e empenhada em relação às necessidades do curso, uma possibilidade de prosseguir com conquistas para a filosofia e para os estudantes da UFPR.

Todo apoio à chapa Rizoma!

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Nota do Coletivo Outros Outubros Virão sobre os Congressos das Entidades Nacionais do ME

27/05/2013

Cabecalho outubros

O Coletivo Outros Outubros Virão vem se posicionar sobre os Congressos das Entidades Nacionais do Movimento Estudantil – UNE e ANEL – que ocorrerão entre os dias 30 de maio e 02 de junho de 2013.

Como já discorremos em outros textos, como no “Enterrar a insepulta UNE: Avançar na organização do movimento estudantil” e no “Entre o atraso e a precocidade, entre o velho e o novo, nem UNE nem nova entidade”, fazemos a análise de que as entidades devem estar respaldadas pelas movimentações reais de cada categoria. No ME, há anos a UNE expressa sua falência como representante efetiva dos estudantes, já que se encontra extremamente afastada das lutas dos estudantes e aparelhada com as políticas do governo, as quais precarizam cotidianamente a educação. Este descolamento da base estudantil tampouco foi solucionado pelo surgimento da ANEL em 2009, autoproclamada “direção” pelas organizações que a formaram, que também não responde à necessidade dos estudantes neste momento, por antecipar e artificializar um novo ciclo de lutas afastado das reais movimentações da classe.

Nesta nossa posição, compreendemos que a realidade encontra-se em contínuo movimento e que as análises e intervenções que realizamos devem ser coerentes com esse mesmo movimento. Isso significa que nossas avaliações não são estáticas e imutáveis, mas que devem ser sempre retomadas fazendo correspondência às lutas que percebemos na realidade brasileira. Desta forma, nossa análise do distanciamento dessas entidades do ME de sua base real, advém da nossa atuação com elas nos locais de estudo e executivas em que estamos, bem como das observações que já fizemos em congressos e espaços anteriores dessas mesmas entidades.

Sabemos que tanto a UNE quanto a ANEL são entidades que intervém de alguma maneira no ME nacional e local. Por mais que discordemos da maioria das práticas e concepções dessas entidades, não podemos ignorar suas existências. Sabemos também que são qualitativamente muito distintas em suas atuações e propostas no movimento estudantil – temos claro o papel da UNE ao lado do Estado, enquanto a ANEL se coloca como oposição e ao lado do ME combativo. Contudo, não nos propomos a construir nenhuma delas, já que, para nós, o ME tem outras prioridades neste momento.

Para dar conta de acompanhar o movimento, na tentativa fazer as análises mais qualificadas possíveis – isto é, condizentes com a realidade – decidimos ir como observadores a ambos os Congressos.

Para nós, essa decisão não significa de maneira alguma a construção ou disputa da UNE ou da ANEL, já que iremos em busca de elementos para nossas análise do ME e para a relação com esses coletivos/organizações, tal como fizemos em momentos anteriores – o que garantiu a materialidade de nossa crítica às práticas e conteúdos de ambas entidades. Não enviaremos delegados, não deslocaremos nossa base para esses espaços, nem faremos assembleias ou materiais para propagandeá-los.

Esta nota vem, portanto, no sentido de explicitar que estaremos em poucos militantes nestes congressos, com os objetivos acima citados. Pretendemos também reafirmar que consideramos importante a atuação nacional do ME, e por isso, atuamos em executivas de curso e na Articulação Nacional (espaço em que nos articulamos com outros coletivos do ME, que compartilham de muitas análises e que não veem a construção de uma entidade nacional como resposta para a reorganização do ME hoje). Compreendemos ainda que algum tipo de organização nacional dos estudantes – como uma entidade – deve ser resultado de um novo ciclo de movimentações e lutas do movimento estudantil. Assim, mais uma vez afirmamos que as tarefas prioritárias do ME hoje são a construção do trabalho de base, na busca de colocar os estudantes em movimento, numa relação cotidiana com eles, trazendo à tona as contradições dessa sociedade e as possibilidades de superá-la.


Conquistas da greve unificada UFPR

13/09/2012

CONQUISTAS DA GREVE UNIFICADA - UFPR 2012

Nas duas últimas greves tivemos um grande avanço no que diz respeito a luta dos estudantes e trabalhadores por melhoria nas suas condições de ensino e trabalho. As três categorias da educação superior publica federal se uniram. Se uniram para clamar por mais justiça no trabalho. Por mais justiça na educação. Um exemplo é a luta contra a instalação da EBSERH, (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) na UFPR. Mas por que barrá-la? Vamos a um breve contexto.

A EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), empresa pública mas de direito privado, foi criada para administrar os hospitais universitários federais (HU’s). O regimento interno da empresa previu a recomposição da força de trabalho dos hospitais, dessa forma os técnicos e funcionários das fundações não viam nenhuma garantia de manutenção dos seus empregos e a admissão de pessoal passaria a ser sob o regime da CLT.

Como todas as empresas de direito privado, a EBSERH segue a lógica de mercado e, portanto, seu fim último é o lucro. Sendo assim, com a implantação dessa empresa ficariam comprometidos os objetivos acadêmicos dos hospitais universitários, bem como o caráter de atendimento universal e gratuito à comunidade. E ainda, poderia acarretar no comprometimento da função primordial dos hospitais universitários, o de ser um hospital-escola, sem a garantia de que as aulas e estágios dos estudantes fossem prioridade e, assim, passando a funcionar como uma verdadeira empresa.

Está claro que, enquanto os estudantes, técnicos, professores e a comunidade em geral sairiam perdendo com a EBSERH, alguém sairia ganhando. Esse “alguém” é o capital, cujos interesses foram, mais uma vez, defendidos pelo governo federal.

Mas, devido à união da comunidade acadêmica da UFPR em defesa da autonomia da universidade, a EBSERH foi barrada em Conselho Universitário, no último dia 30 de agosto, de forma unânime e por aclamação!

Essa conquista não foi nada fácil, todas as categorias tiveram que construir atos e pressionar pela realização do COUN que barrou a EBSERH.

Não há vitórias sem luta!


Conquistas da Greve Estudantil UFPR

31/08/2012

Na XI Assembleia Geral dos estudantes, foi aprovada a última proposta de negociação feita pela reitoria. Mas como assim? Como tudo aconteceu? Vamos a um breve histórico.

As pautas estudantis foram construídas localmente, nas assembleias de curso e posteriormente trazidas ao comando geral de greve para que fosse possível montar um conjunto de pautas e, assim, formar um documento a ser entregue a reitoria e, dessa forma, dar início as negociações com a mesma. Consideramos tal documento um avanço muito importante em relação às greves anteriores, pois aprendemos a enxugar as pautas e sistematizá-las por eixos.

Nas primeiras “negociações”, a reitoria se posicionou de forma muito intransigente, o que levou, após semanas de reuniões, os estudantes a ocuparem a reitoria. Tal atitude foi a mais cabível encontrada como instrumento de pressionar a reitoria a avançar nas negociações, sendo deliberada em assembleia geral logo após o ato 3J que reuniu estudantes em várias partes do país. Durante esse processo de ocupação, foram criadas comissões responsáveis pela limpeza e conservação do prédio da reitoria e pela resolução de eventuais problemas, como a comissão de ética que liberou o acesso aos documentos necessários à comunidade acadêmica. Apesar disso, o movimento foi criminalizado pela imprensa e pela reitoria, que ameaçou os estudantes com penas administrativas e com possibilidade de expulsão da universidade.

Tendo em vista o período de mais de duas semanas de ocupação, as ameaças antidemocráticas da reitoria e possíveis cenários positivos (de avanço nas negociações e de conquista de pautas) no que tangia a desocupação, em Assembleia Geral (VI) os estudantes, como uma trégua, decidiram pela evasão do prédio. Contudo havia uma ressalva, a de que haveria novas radicalizações caso não houvesse avanço nas negociações após a desocupação, como prometido pela reitoria. Todavia esta apenas perante as pressões e radicalizações estudantis tais como atos, cartazes, ocupação, busca por ofícios nos setores e departamentos (SCHLA, Tecnológicas e Biológicas) é que concedeu boa parte das pautas reivindicadas, as quais foram aceitas pelos estudantes na ultima assembleia (XI).

Algumas conquistas da greve:

– Wirelles para toda a universidade;
– Adaptação interna e externa dos RU’s, Intercampi e Campis da universidade para o acesso aos portadores de deficiência;
– Livre acesso a biblioteca de ciências biológicas e ao CAEB;
– Compromisso da reitoria de viabilizar o Projeto do Centro de Eventos para o ano de 2013;
– Aumento em 25% do valor da bolsa moradia e do valor correspondente ao índice de inflação nessa e nas demais bolsas;
– Revisão dos critérios de concessão dos benefícios do PROBEM, visando ampliar o número de estudantes beneficiados em 2013;
– Estudantes poderão encaminhar solicitação da compra de livros e/ou assinatura de bases de dados às coordenações de curso, programas de pós-graduação ou aos comitês de usuário para aquisição, nos mesmos moldes e com os mesmos critérios dos docentes;
– Mais intercampi e em nova rota e horários;
– Garantia do funcionamento da linha intercampi (poli-centro) nos domingos e feriados, nos horários de refeição, para o deslocamento da comunidade universitária até o RU central;
– Transporte para todas as atividades formativas institucionalizadas;
– Implementação de bolsa estágio, iniciando pelos cursos com carga horária superior a 30h em 2013;
– Estabelecimento, através do Setor de Educação, de convênios na rede municipal e estadual de ensino visando a facilitação da escolha feita pelos estudantes em relação aos seus estágios.

Não há vitórias sem luta!

Comando de greve estudantil UFPR


EBSERH é barrada na UFPR

30/08/2012

Nesta quinta-feira, dia 30,  a implementação do projeto da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) foi barrada por unanimidade no Conselho Universitário da Universidade Federal do Paraná. Essa é uma conquista histórica da greve geral realizada na UFPR, já que o ponto era parte da pauta local unificada e foi negociada em conjunto com as três categorias mobilizadas. Essa vitória é a prova de que só com a luta transformamos a nossa realidade!

A GREVE É FORTE, A LUTA É AGORA!


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