Vitória do Resistência com a Base nas eleições do Sintcom-PR

24/04/2013

resistência

Nesta sexta-feira, dia 19, os trabalhadores dos Correios do Paraná disseram NÃO aos pelegos e trouxeram o Sintcom-PR para a luta.

Foram 1260 votos para a CHAPA 3 – Resistência com a base, contra 795 votos da chapa 1, 514 da chapa 2 e 261 da chapa 4.

O coletivo Outros Outubros Virão esteve lado a lado com o Resistência nessa luta contra os patrões e seus aliados e, como futuros trabalhadores, colocamos em movimento nosso objetivo de atuar junto com trabalhadores, contribuindo para nosso entendimento enquanto classe.

Parabéns a todos os camaradas que construíram essa vitória que deixa o Paraná ainda mais vermelho. O trabalho só está começando. FIRME!

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Nosso Coletivo e a Luta dos Trabalhadores

28/02/2013

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O coletivo Outros Outubros Virão é um grupo de estudantes que atua no movimento estudantil e se propõe a lutar do lado dos trabalhadores, contra os patrões e governo. Fazemos isto por dois motivos: somos futuros trabalhadores, então devemos estar juntos, nos entendendo enquanto classe; e é preciso que combatamos quem lucra com o suor da classe, os patrões, e quem os ajuda, o governo. Queremos vencer esse sistema e, dentro das nossas possibilidades enquanto movimento estudantil, procuramos construir junto dos trabalhadores que têm a mesma vontade uma aliança, a que chamamos de aliança Estudantil-Operária.

Nos últimos 30 anos os trabalhadores construíram importantes instrumentos de luta, como a CUT e o PT e, no meio dos estudantes, a UNE. Esses instrumentos nasceram com grande apoio das massas, porém, em seu crescimento, começaram a ir pelo caminho de cargos dentro do governo, primeiro foram vereadores, prefeitos, deputados, governadores até chegarem ao cargo máximo do governo federal: a presidência. Foram se enfiando mais e mais dentro do Estado, com a crença que através dele se conseguiria mudar a sociedade. Para que conseguissem os cargos, os antigos lutadores, aqueles que estavam mobilizando as bases em greves e paralisações, passaram para governo. Por lá, tentaram conseguir pequenas vitórias para os trabalhadores, avaliando que não seria mais necessário se mobilizar para conseguir melhorias de vida, bastava apenas votar no candidato certo. E para crescer em votos e cargos, PT, CUT e UNE precisaram de mais dinheiro e mais alianças. Aí que entram os patrões, os burgueses, que com dinheiro e poder formam com os representantes da classe uma aliança que não veio e nem virá a se desfazer. Não demora muito e os instrumentos criados pelos trabalhadores passaram a ser mantidos pela classe oposta; passam a não serem mais nossos e atuam hoje contra nós.

Isso tudo nos ensina duas coisas: primeiro, que o Estado não é neutro e não existe para atender as necessidades da classe. Ele existe enquanto instrumento do patrão para assegurar-lhe o direito de exploração sobre os trabalhadores. Portanto, se quisermos mudar a realidade de trabalho, devemos atuar com independência frente a patrões e governos e autonomia frente a partidos políticos. Segundo, devemos atuar pelas bases, sem delegar a outros a luta que é nossa.

A Intersindical ter essa mesma análise sobre os últimos 30 anos da luta dos trabalhadores e sobre o papel do Estado é o que leva o coletivo Outros Outubros Virão a atuar junto destes companheiros. Não só porque queremos formar uma aliança Estudantil-Operária, mas também (e principalmente) por concordarmos que vivemos a necessidade de superar a velha forma e por entender que hoje estamos no período de reorganização da classe nas lutas contra os patrões e governos.

Tal atuação junto a Intersindical não ignora o fato de que nossa ação principal se dá no movimento estudantil, tanto local quanto nacionalmente. Não temos enquanto coletivo do movimento estudantil a pretensão de organizar e definir os rumos dos trabalhadores, mas sim de contribuir no que for possível com eles em suas lutas, que são travadas pelos seus braços, pernas e nervos, cotidianamente violados e explorados.

Seguindo esta linha de cooperação, os militantes do coletivo Outros Outubros Virão de Curitiba tem ajudado ativamente os companheiros do Resistência com a Base, chapa da oposição dos Correios que nessas eleições tentam retomar o SINTCOM/PR para os trabalhadores. O sindicato, dirigido atualmente pela CUT, há muito não tem correspondido às necessidades da categoria. Os exemplos de como o SINTCOM não está do lado dos trabalhadores são muitos, como dirigentes sindicais se vendendo e assumindo altos cargos na empresa e a ausência do sindicato nos locais de trabalho. Hoje o sindicato serve como instância do PT e não como instrumento de organização dos trabalhadores. Sindicato e empresa não podem ser a mesma coisa!

Nessa última assembleia a CUT mostrou, novamente, suas garras. A direção do sindicato atuou de forma golpista na assembleia na qual se deliberou sobre a comissão eleitoral das eleições deste ano. A direção determinou o impedimento de participação (na condição de observador) dos membros do coletivo Outros Outubros Virão, da Intersindical, de trabalhadores das mais diversas categorias, inclusive de pessoas que haviam sido indicadas para participar da comissão eleitoral. A mesa também tentou passar encaminhamentos sem discussão na plenária. Tal postura violou e desrespeitou a voz da categoria presente na assembleia e expressou o receio dos atuais dirigentes cutistas do SINTCOM-PR de que os trabalhadores retomem o poder de sua entidade representativa e formem uma gestão que prime pela volta à base, pela autonomia quanto a partidos políticos e pela independência em relação a patrões e governos.

Além disso, durante e após a assembleia, a CUT – que nasceu para unificar as diferentes categorias enquanto classe trabalhadora – tem tentado jogar trabalhadores ecetistas contra estudantes, que também já são trabalhadores, seja como garçom, estagiários ou como futuros professores, médicos, engenheiros, psicólogos, etc. O coletivo do movimento estudantil Outros Outubros Virão reafirma que sua intenção é estar lado a lado com os trabalhadores nas trincheiras da luta contra os patrões e seus aliados.

Coletivo Outros Outubros Virão: nenhum direito a menos, avançar rumo a novas conquistas! FIRME!


Vitória dos Metalúrgicos de Ipatinga – Intersindical

17/01/2013

CHAPA DE OPOSIÇÃO DA INTERSINDICAL VENCE AS ELEIÇÕES

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Terminou na noite de ontem a apuração dos votos das eleições do Sindipa. A CHAPA 2 organizada pela Intersindical derrotou os pelegos e a Usiminas nesse processo que envolveu o conjunto dos metalúrgicos.

Um momento histórico para região do Vale do Aço, pois foram décadas de parceria com os patrões onde direitos dos metalúrgicos foram reduzidos, salários foram arrochados enquanto os pelegos se beneficiavam dos conchavos com os patrões.

A vitória é dedicada aos metalúrgicos assassinados na década de 60 quando lutavam na Usiminas por melhores condições de trabalho. A vitória vem acompanhada do compromisso de retomar o Sindicato para os metalúrgicos e unidos ao conjunto da classe trabalhara lutar por nenhum direito a menos e avançar rumo a novas conquistas.

Veja os números da apuração:

Chapa 2 – OPOSIÇÃO: 2897

Chapa 1 – Pelegos da Força Sindical: 2777

(fonte: Intersindical)

Matam trabalhadores e crianças

29/11/2012

ImagemDesde outubro a dura realidade de quem mora na periferia e na região metropolitana de São Paulo tem ganhado os noticiários, porque os números oficiais de assassinatos aumentaram de maneira significativa.

Os meios de comunicação tentam ser os porta-vozes do Estado, simplificando e justificando as chacinas e execuções bem ao gosto dos esquadrões da morte, como uma ação das facções do crime organizado, uma guerra entre bandidos e a policia militar que o governo tenta transformar nos “mocinhos” como se assistíssemos a um faroeste urbano.

A maioria que está morrendo são trabalhadores, jovens e crianças. Não tinham nada a ver com o crime, não tinham nada a ver com a Polícia, essa que se acha no direito de matar quem está desarmado, imobilizado e sem nenhuma chance de defesa.

Nos matam através das péssimas condições de trabalho, nos matam na pobreza extrema e nos matam por morarmos nos lugares mais distantes, mais precários, onde existe pouco ou nada do que se pode chamar de serviços públicos como saúde, educação saneamento e segurança.

Mais do que denunciar é preciso no cotidiano das nossas lutas exigir punição à omissão e à conivência do Estado.

Lutar para não permitir que os que se escondem atrás dos uniformes oficiais, se achem detentores do direito à vida da população trabalhadora.

Não permitir que esses jovens, crianças e trabalhadores se transformem apenas em números esquecidos da memória coletiva.

(fonte: blog da Intersindical)

6◦ Congresso do SindSaúde/PR decide como prioridade avançar na luta nos locais de trabalho e processo de reorganização do movimento sindical

21/11/2012
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Mesa de abertura do 6º Congresso do SindSaúde/PR

Nos dias 15, 16 e 17 de novembro, servidores estaduais da saúde do estado do Paraná se reuniram em congresso da categoria. Com a participação ativa da base junto aos companheiros da direção decidiram como prioridade para o próximo período avançar no processo de organização da luta, pelos locais de trabalho, contra os ataques do governo e também ampliar sua participação nas lutas gerais da classe trabalhadora.

Os trabalhadores da saúde no Paraná também avançaram na discussão sobre a reorganização do movimento sindical. No próximo ano através de debates, oficinas e seminários ampliarão essa discussão com o conjunto da categoria para se somarem na construção de uma Organização independente dos patrões e governos, autônoma em relação aos partidos, que combata o imposto sindical e organize a luta a partir da base.

A Intersindical novamente esteve presente junto aos companheiros da saúde do Paraná nesse importante momento da categoria.

(fonte: blog da Intersindical)

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