Apoio à chapa Rizoma – CAFIL UFPR

10/06/2013

O coletivo Outros Outubros Virão manifesta apoio à chapa Rizoma para a gestão do Centro Acadêmico de Filosofia (CAFIL) 2013/2014. Declaramos apoio às propostas de organização da chapa, que propõe uma gestão horizontal construindo as lutas no cotidiano dos estudantes, não em seu nome, mas com eles.

A organização do movimento estudantil da filosofia é um grande avanço para o movimento estudantil e consideramos importante para o ME da filosofia, da reitoria e da UFPR um Centro Acadêmico participativo e combativo, independente dos interesses da reitoria e de qualquer outra organização que não tenha em vista a melhoria de condições de ensino para os estudantes.

Vemos na chapa Rizoma, que participou ativamente da greve de 2012 e vem se mostrando séria e empenhada em relação às necessidades do curso, uma possibilidade de prosseguir com conquistas para a filosofia e para os estudantes da UFPR.

Todo apoio à chapa Rizoma!

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Reitoria UFPR cassa liberação de dirigentes sindicais

17/01/2013

Dirigentes sindicais intimados a retornar ao trabalho pela UFPR

A ação, considerada pelo Sinditest-PR arbitrária e antissindical, é uma resposta da direção da universidade às mobilizações da categoria.

Os trabalhadores, que devido a atuação sindical eram liberados das atividadeslaborais na universidade, foram intimados a voltar ao trabalho a partir de uma ação do Ministério Público Federal (MPF). Segundo o Sinditest-PR, a decisão do MPF foi baseada em uma denúncia anônima imprecisa e responde a uma ação arbitrária e antissindical por parte da universidade, já que cada categoria tem o direito de possuir representantes liberados para o trabalho sindical. Por conta disso, o setor jurídico do Sinditest-PR aponta uma denúncia para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), tendo em vista a Convenção 151, que recomenda o direito do servidor público à organização.Os integrantes da direção do Sinditest-PR, sindicato dos trabalhadores do ensino superior de Curitiba (PR), tiveram que se reapresentar na última segunda-feira (14) na Universidade Federal do Paraná (UFPR) para retornar ao trabalho nas suas respectivas funções, retomando a antiga lotação e posto de trabalho.

Os trabalhadores, que devido a atuação sindical eram liberados das atividades laborais na universidade, foram intimados a voltar ao trabalho a partir de uma ação do Ministério Público Federal (MPF). Segundo o Sinditest-PR, a decisão do MPF foi baseada em uma denúncia anônima imprecisa e responde a uma ação arbitrária e antissindical por parte da universidade, já que cada categoria tem o direito de possuir representantes liberados para o trabalho sindical. Por conta disso, o setor jurídico do Sinditest-PR aponta uma denúncia para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), tendo em vista a Convenção 151, que recomenda o direito do servidor público à organização.Os integrantes da direção do Sinditest-PR, sindicato dos trabalhadores do ensino superior de Curitiba (PR), tiveram que se reapresentar na última segunda-feira (14) na Universidade Federal do Paraná (UFPR) para retornar ao trabalho nas suas respectivas funções, retomando a antiga lotação e posto de trabalho.

Os seis dirigentes da gestão “Mudando o Rumo dos Ventos”, desde 2012 na condução do sindicato, formalizaram a apresentação à universidade. A UFPR retirou as liberações por meio de intimações dirigidas individualmente para cada dirigente. “Entendemos que houve um acordo político com a reitoria, como sempre houve com todas as outras gestões. Não havia notificação à entidade sindical. Nós fomos acionados pelas chefias das mais diferentes formas”, critica Carla Cobalchini, dirigente e funcionária da UFPR, quem recebeu ofício de retorno vindo de dois locais de trabalho diferentes.

A direção do Sinditest-PR entende que houve um rompimento unilateral por parte da reitoria e, até o momento, não houve espaço de diálogo sobre o tema. A atitude incide sobre um processo que não estava concluído, uma vez que as liberações estão apontadas até o final de 2013. “O diálogo não se realizou, as liberações não haviam sido encerradas. Por isso, caracteriza-se a prática antissindical”, define Avanilson Araújo, advogado do Sinditest-PR.

A crítica dos dirigentes sindicais se deu ao fato de que a UFPR exige agora que as duas liberações permitidas por lei para o serviço público onerem o sindicato ao invés da instituição pública – fato que não acontece em vários outros estados brasileiros. “Eles reconheceram, ao longo de toda a reunião da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe), que o acordo tácito sempre existiu, entre sindicato e reitoria”, analisa Rufina Roldan, dirigente do sindicato e trabalhadora do Hospital de Clínicas (HC). O tema também foi pautado na terça-feira (15) em reunião da Fasubra sindical (que representa os técnico-administrativos nacionalmente) e o Ministro da Educação, Aloísio Mercadante, que se mostrou contrário à prática da reitoria da UFPR.

Retaliação política e programática

Em documento datado do final de 2012, ao receber as primeiras notificações individuais, o sindicato avaliava que a ação unilateral da reitoria respondia a um contexto de retaliação política. “Ao longo desses vintes anos de existência, sempre tivemos mais do que quatro diretores liberados para as tarefas sindicais. Gestão após gestão, tanto nas Reitorias, quanto na própria entidade, sempre foi acordado entre as partes que, em respeito ao direito de organização os trabalhadores, teriam direito a mais liberações do que o mínimo estipulado pela lei federal que, diga-se de passagem, não coloca qualquer empecilho para isso, inclusive por conta do princípio da autonomia universitária”, avalia o Sinditest-PR.

No mesmo documento, o sindicato elenca bandeiras que o confrontaram no último período tanto com a atual Reitoria, assim como em relação ao governo federal. Estão entre as ações a luta contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) – que não foi aprovada na UFPR por pressão dos servidores –, e pela implementação da jornada de 30 horas, a contragosto das chefias. Seguidamente, em 2011 e 2012, o sindicato marcou presença na greve dos servidores públicos federais. Além do fato de, recentemente, o Sinditest-PR ter criticado aspectos nas duas chapas que se apresentaram às eleições para a reitoria, realizada em outubro de 2011.

(fonte: Brasil de Fato)

Reitoria da UFPR assina pautas com o Comando de Greve dos Estudantes

18/12/2012

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Os anos de 2011 e 2012 foram marcantes na vida dos estudantes de várias Instituições Federais de Ensino Superior (IFEs). No ano de 2012 vivemos a maior greve do setor publico federal brasileiro. Esse processo infelizmente não trouxe tantas conquistas econômicas efetivadas nacionalmente. Entretanto, o saldo político e organizativo para as categorias que se colocaram em movimento foi extremamente valioso para os próximos momentos que virão.

Nesse processo, nós estudantes da UFPR também nos colocamos em movimento: construímos uma greve estudantil e lutamos arduamente pelas nossas reivindicações, aliados às reivindicações dos trabalhadores da Universidade. Foram quase quatro meses de greve com muitas rodadas de negociações com a reitoria, atos, manifestações, ocupação de reitoria, debates, entre outros.

Tivemos muitas conquistas com toda a movimentação, e ao sairmos de greve ficou a promessa da assinatura das pautas, o que nos daria uma maior garantia de efetivação das nossas reivindicações pela reitoria. Mas isso não ocorreu de imediato. Houve um período de 85 dias em que a reitoria tentou nos enovelar com desculpas de escassez de tempo e de estarem em processo eleitoral das eleições para reitor, e com isso não seria possível efetivar o compromisso com os estudantes.

Mesmo assim, após quase três meses ainda havia uma brasa, havia estudantes ainda mobilizados e de prontidão para mais um embate contra uma manobra da reitoria com a gestão atual do Diretório Central dos Estudantes (DCE, gestão Nós Vamos Invadir Sua Praia), como tantas outras ocorridas durante o processo de greve. A assinatura das pautas deveria se dar com a Comissão de Negociação do Comando de Greve dos Estudantes, que foi construído por todos os estudantes interessados e referendado em assembleia. Contudo, a assinatura estava prestes a ser realizada na surdina com o DCE. Justo o DCE que não edificou e que assim que teve oportunidade deslegitimou a movimentação de greve estudantil ocorrida!

Apenas no dia 05 de dezembro de 2012, com a intervenção de estudantes mobilizados, foi realizada a tão adiada assinatura das pautas estudantis com a Comissão de Negociação do Comando de Greve dos Estudantes, e não com os burocratas-representantes que tentaram até o ultimo momento se sobressair em relação às nossas pautas conquistadas, tentando tomar para si os louros de nossa vitória.

Com a assinatura das pautas, passa-se a valer os prazos para a efetivação das conquistas estudantis e o início da participação estudantil nas comissões para efetivação de pautas específicas. Enfim concluímos o que foi um processo longo e trabalhoso, mas que nos trouxe conquistas importantes, sejam elas econômicas ou políticas e organizativas. Mas a luta não acaba aqui! Agora iniciamos outra etapa: de cobrar para que essas conquistas saiam do papel, continuando a construção de um movimento estudantil combativo, e não atrelado e dependente da reitoria e do governo.

Esse processo mostrou aos estudantes que se colocar em movimento e tomar rédeas de seu próprio destino é que realmente pode mudar as coisas. Mostrou que só a luta muda a vida!

Para ter acesso às pautas assinadas com a reitoria, clique aqui.

Para conhecer as análises do Coletivo Outros Outubros Virão sobre o processo de greve de 2012, acesse nosso jornal clicando aqui.


Professores da UFPR deliberam suspensão da greve

13/09/2012

Os professores da Universidade Federal do Paraná reunidos em assembleia decidiram suspender a greve a partir de segunda-feira (17). A discussão ocorreu no Teatro da Reitoria reunindo mais de 400 professores e começou com a explicação da proposta do Comando Nacional de Greve de suspensão unificada da greve, que deveria alcançar os 4 meses de duração na próxima segunda-feira.

Mesmo com as aulas voltando neste dia 17 de setembro, a greve pode voltar a qualquer momento, uma vez que foi suspensa e não finalizada. Em breve, mais informações.

(fonte: medicinaufprnoticias)

Conquistas da greve unificada UFPR

13/09/2012

CONQUISTAS DA GREVE UNIFICADA - UFPR 2012

Nas duas últimas greves tivemos um grande avanço no que diz respeito a luta dos estudantes e trabalhadores por melhoria nas suas condições de ensino e trabalho. As três categorias da educação superior publica federal se uniram. Se uniram para clamar por mais justiça no trabalho. Por mais justiça na educação. Um exemplo é a luta contra a instalação da EBSERH, (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) na UFPR. Mas por que barrá-la? Vamos a um breve contexto.

A EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), empresa pública mas de direito privado, foi criada para administrar os hospitais universitários federais (HU’s). O regimento interno da empresa previu a recomposição da força de trabalho dos hospitais, dessa forma os técnicos e funcionários das fundações não viam nenhuma garantia de manutenção dos seus empregos e a admissão de pessoal passaria a ser sob o regime da CLT.

Como todas as empresas de direito privado, a EBSERH segue a lógica de mercado e, portanto, seu fim último é o lucro. Sendo assim, com a implantação dessa empresa ficariam comprometidos os objetivos acadêmicos dos hospitais universitários, bem como o caráter de atendimento universal e gratuito à comunidade. E ainda, poderia acarretar no comprometimento da função primordial dos hospitais universitários, o de ser um hospital-escola, sem a garantia de que as aulas e estágios dos estudantes fossem prioridade e, assim, passando a funcionar como uma verdadeira empresa.

Está claro que, enquanto os estudantes, técnicos, professores e a comunidade em geral sairiam perdendo com a EBSERH, alguém sairia ganhando. Esse “alguém” é o capital, cujos interesses foram, mais uma vez, defendidos pelo governo federal.

Mas, devido à união da comunidade acadêmica da UFPR em defesa da autonomia da universidade, a EBSERH foi barrada em Conselho Universitário, no último dia 30 de agosto, de forma unânime e por aclamação!

Essa conquista não foi nada fácil, todas as categorias tiveram que construir atos e pressionar pela realização do COUN que barrou a EBSERH.

Não há vitórias sem luta!


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